
O cerco começa a se fechar no município de Iranduba diante da intensificação da pressão de comunidades, lideranças locais, Defensoria Pública e Ministério Público do Amazonas (MP-AM) contra a permanência do lixão a céu aberto e a falta de avanços concretos na política de resíduos sólidos do município.
Há mais de três décadas, o lixão opera em condições consideradas irregulares, sendo alvo de denúncias por impactos ambientais, riscos à saúde pública e prejuízos diretos à qualidade de vida da população. Agora, com a atuação mais firme das instituições e o fortalecimento da mobilização popular, o cenário político e administrativo se torna cada vez mais delicado para a gestão municipal.
Projeto de aterro sanitário existe, mas não avança
Informações apuradas indicam que Iranduba já dispõe de estudos técnicos e de um projeto para implantação de um aterro sanitário, o que permitiria o encerramento definitivo do lixão e a adequação do município à legislação ambiental.
Apesar disso, o avanço da proposta enfrenta entraves administrativos e disputas políticas, o que tem retardado a implementação de uma solução considerada viável e urgente.
Pressão institucional e social
A entrada mais efetiva da Defensoria Pública e do MP-AM no caso elevou o nível de cobrança sobre o poder público municipal. As instituições passaram a acompanhar o problema de perto, exigindo explicações, medidas concretas e prazos para a resolução da crise ambiental.
Para moradores e lideranças comunitárias, a situação é simples: com o projeto pronto, o município poderia avançar para um modelo mais digno de gestão de resíduos, garantindo melhores condições ambientais e de saúde pública.
Interesses econômicos sob questionamento
Nos bastidores, cresce o debate sobre possíveis interesses econômicos ligados à manutenção do lixão. Moradores e lideranças questionam quem se beneficia da continuidade do modelo atual e cobram transparência nas decisões da administração municipal.
Justiça pode determinar fechamento do lixão
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que, diante da persistência das irregularidades, o lixão pode ser alvo de medidas judiciais a qualquer momento, caso sejam constatadas omissões do poder público.
Vídeo da Vistoria do MPAM
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Diante desse cenário, a expectativa é de que a gestão municipal apresente uma solução institucional, transparente e alinhada à vontade da população e às exigências legais.


