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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Vigilante confessa ter matado servidora do TRT e pede desculpa da população

Manaus- O vigilante identificado como Caio Claudino de Souza, de 25 anos, foi preso nesta terça-feira (31) por policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e confessou ter matado a servidora do TRT Silvanildes Ferreira Veiga no último dia 21 de maio deste ano.

De acordo com o delegado Ricardo Cunha, a suspeita sobre o vigilante aumentou após imagens das câmeras de segurança mostrarem Caio no elevador e parando em vários andares do prédio e estar aparentemente nervoso.

Ao sair da sede da DEHS, Caio pediu desculpas pelo assassinato e disse que tudo não passou de um acidente no calor da emoção.

“Eu queria pedir desculpas. Foi totalmente um acidente. Naquele dia eu estava sob o efeito de muito pó. Minha mulher me ligou e me disse que meu filho estava passando por necessidades”, disse Caio, chorando, enquanto era questionado por jornalistas.

Crime

O homem trabalhava em um outro prédio e teria sido convocado para trabalhar no local pois estava acontecendo duas festas e devia auxiliar com a segurança no local.

Na ocasião, o vigilante ainda chegou a bater na porta de outros apartamentos mas, ninguém saiu. O delegado Ricardo Cunha classificou como “crime de oportunidade”.

Quando o suspeito chegou no 14º andar, ele parou e ficou cerca de 13 minutos, porém, não havia câmeras de segurança no corredor para que pudessem mostrar a ação do suspeito. A suspeita é de que a vítima teria sido vista com um celular na mão após sair de casa rapidamente para jogar o lixo ou pegar algo no carro, e ao retornar para casa foi abordada pelo vigilante que tinha interesse, inicialmente, em roubar o telefone da mulher. 

Silvanildes teria se negado a entregar o celular e a fazer um pix para Caiu que entrou em luta corporal e logo após esfaqueou a servidora até a morte. Após o crime, o suspeito fugiu com o celular e apareceu em câmeras saindo do condomínio por volta das 18h06 com as roupas sujas de sangue. Conforme o delegado Cunha, o suspeito ainda tentou se lavar após cometer o crime. Ele deixou a motocicleta que pertencia ao condomínio e solicitou um carro por aplicativo. Durante a corrida, ele jogou o celular de Silvanilde. 

Com o depoimento, a polícia civil deu o caso como elucidado e descartou a participação de outras pessoas no crime.