
Mem rosa do do Partido Liberal (PL), no Amazonas, estão denunciando o presidente da sigla Alfredo Nascimento, por segurar os recursos partidários para as eleições de 2026, e distribuindo os recursos apenas para alguns poucos candidatos.
De acordo com dados do sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recursos foram distribuídos apenas entre a candida Maria do Carmo Seffair, e os candidatos Capitão Alberto Neto, Sargento Salazar e Kidson Maia.
Maria do Carmo Seffair recebeu o maior volume, com R$ 4,5 milhões, seguida por Capitão Alberto Neto, com R$ 3,8 milhões, Sargento Salazar, com R$ 3 milhões, e Kidson Maia, com R$ 1 milhão. Em três das quatro campanhas, a verba partidária corresponde a praticamente toda a receita declarada; em duas delas, o recurso partidário representa exatamente 100% do dinheiro registrado até o momento.
Mas Alfredo Nascimento também destinou R$ 3 milhões de reais para sua própria campanha, em busca de uma vaga para a Câmara Federal.
O PL já destinou pelo menos R$ 18 milhões do Fundo Eleitoral às suas candidaturas no Amazonas. Desse total, R$ 4,5 milhões foram repassados à candidata ao Governo, Maria do Carmo; R$ 3,8 milhões ao candidato ao Senado, Alberto Neto; e R$ 9,75 milhões aos candidatos a deputado federal e estadual.
Em um vídeo gravado pelo candidato Delegado Costa e Silva denunciou a manobra do então presidente regional do PL no Amazonas, de abandonar os demais candidatos e focar apenas em sua campanha e de seus “afilhados políticos”.
Ele classificou a divisão dos recursos como uma “patifaria” e afirmou que outros integrantes da legenda estariam insatisfeitos, mas evitariam se manifestar por dependerem financeiramente do comando partidário.
“Isso que o Alfredo Nascimento está fazendo é um verdadeiro absurdo dentro do partido. Os outros candidatos a federal estão recebendo 7% do valor que Alfredo reservou para si. No meu caso, não foram R$ 200 mil. Foram R$ 50 mil, essa foi a ajuda. E olha que disparate: mulheres candidatas a deputado estadual recebendo meros R$ 50 mil”, disse Costa e Silva.
Costa e Silva também denunciou que outros candidatos estariam sendo obrigados a procurar a direção do partido “com o pires na mão” para conseguir recursos. Segundo ele, vários integrantes do PL gostariam de questionar a divisão, mas temem perder apoio financeiro. “Eles têm que chegar com o pires na mão e se colocar numa condição de subjugamento para conseguir recurso financeiro”, acusou.


