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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Suspeito de prender e explorar sexual adolescente em Manaus é preso

Um homem de 22 anos que não teve o nome divulgado, foi preso em Manaus suspeito de manter uma adolescente de 16 anos em cárcere privado e submetê-la a um esquema de exploração sexual. A prisão foi realizada nessa terça-feira (18/08), pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), que também investiga os crimes de ameaça, lesão corporal e favorecimento à prostituição.

As investigações começaram após o depoimento especial prestado pela adolescente, que relatou às autoridades as situações de violência às quais teria sido submetida. Conforme a apuração policial, o suspeito atuava no agenciamento da prostituição de adolescentes e teria passado a explorar a vítima.

Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) a adolescente permaneceu em cárcere privado entre 20 de julho e 1º de agosto, em um imóvel localizado no bairro Colônia Terra Nova, zona Norte da capital. A vítima afirmou que teria sido mantida no local sob a justificativa de quitar uma dívida por meio de atividades sexuais.

Durante o período em que permaneceu privada de liberdade, a jovem teria sido submetida a agressões físicas praticadas por comparsas do suspeito. Os investigadores também apuram a participação de outras pessoas no esquema.

Extorsão e ameaças contra familiares

Além das agressões, os suspeitos teriam retido o celular da adolescente. O aparelho teria sido utilizado para tentar extorquir dinheiro dos familiares da vítima, segundo os elementos reunidos durante a investigação.

Mesmo depois de conseguir escapar do imóvel, a adolescente continuou sendo alvo dos suspeitos. Conforme a polícia, ela e familiares passaram a receber ameaças de morte, o que contribuiu para o pedido de prisão preventiva do investigado. A ordem judicial foi cumprida no bairro Cidade de Deus, zona Norte de Manaus.

Prisão e investigação

Diante dos elementos reunidos pela Depca, o homem foi autuado em flagrante por crimes de ameaça, lesão corporal, cárcere privado, favorecimento à prostituição e armazenamento de material relacionado à pornografia infantojuvenil.

A investigação aponta ainda que o caso pode estar relacionado a uma atuação mais ampla de agenciamento e exploração sexual de adolescentes. Por isso, os investigadores trabalham para identificar os demais envolvidos e verificar a existência de outras possíveis vítimas.