Sidney Leite fiscaliza BR 319 e cobra respostas do DNIT

O deputado federal Sidney Leite (PSD) visitou na manhã desta quinta-feira (17) o trecho da BR 319 que teve duas de suas pontes desabadas no mês de Outubro causando a morte de diversas pessoas e por isso, o parlamentar entrou com uma ação no Ministério Público Federal (MPF), exigindo explicações do órgão responsável.

A rodovia interliga os municípios de Careiro da Várzea, Careiro Castanho e Autazes, garantindo o abastecimento de outros estados da região Norte como Roraima.

No mesmo mês em que aconteceram os acidentes, Sidney entrou com a ação popular na 9ª Vara da Justiça Federal Cível, além de uma representação no MPF pedindo os contratos relativos à manutenção da rodovia nos últimos 20 anos, mas até o momento o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ainda não respondeu e por isso, o deputado foi até o trecho afetado para fiscalizar o andamento das obras de reconstrução e entender o prejuízo social causado, além do econômico aos municípios que utilizam a rota.

“Eu entrei com duas ações, uma na Justiça Federal cobrado o reparo imediato e a outra é solicitando que o Dnit forneça as informações sobre o processo licitatório, a contratação, o valor, o plano de trabalho e o detalhamento com a responsabilidade da empresa que estava a cargo da manutenção”, conta Leite.

O congressista aprovou para o ano de 2023 na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a priorização da BR 319, garantindo a continuidade da execução da obra que é necessária e urgente para assegurar o fluxo logístico da região Norte que está integrada e depende da estrada para que o seu desenvolvimento econômico seja consolidado em toda a Amazônia Ocidental.

Outro fato essencial para a logística do Brasil é a possibilidade de integração entre os oceanos Pacífico e Atlântico, por meio da Venezuela e a Transoceânica. Mas enquanto as soluções não são executadas, os municípios amazonenses vêm sofrendo com uma redução superior a 40% de receita.Além do desabamento das duas pontes que tem afetado a rotina dos amazonenses que dependem do acesso por meio da rodovia, uma terceira ponte já mostra sinais reais de desgaste.

Localizada sob o rio Araçá e com 52 km de extensão e 180 metros de altura, ela contabiliza 21 anos sem manutenção ou qualquer reparo, se tornando assim um perigo para que quem transita no trecho diariamente.