Senado aprova recondução de Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República

Indicado por Lula, Gonet continuará no cargo até 2027; relatório de Omar Aziz destacou atuação técnica e discreta

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (12), a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República (PGR) para um novo mandato de dois anos. A indicação foi aprovada por 45 votos favoráveis e 26 contrários, superando a maioria absoluta exigida de 41 votos.

Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) também havia aprovado a recondução por 17 votos a 10, com parecer favorável do senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da matéria.

Em seu relatório, Omar destacou o perfil técnico e equilibrado de Gonet à frente da Procuradoria-Geral, ressaltando sua discrição e independência no exercício do cargo.

“Uma das melhores qualidades do Dr. Paulo Gonet é não ser uma pessoa midiática. Ele trata as questões nos autos e não pela imprensa, tentando ganhar um like a mais. Isso é muito importante. O Judiciário brasileiro deve se pautar pelos autos”, afirmou o senador.

O parlamentar afirmou ainda que o relatório foi elaborado após consultas a autoridades do meio jurídico, entre elas o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell, e considerou a aprovação um reconhecimento à condução técnica e responsável do Ministério Público Federal.

“Busquei ouvir a opinião de várias pessoas para que o relatório refletisse não só uma posição pessoal, mas uma visão ampla sobre a atuação do procurador. Acredito que sua recondução é um mérito pelo desempenho nesses dois anos, em que conduziu o Ministério Público com responsabilidade e serenidade”, completou.

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Gonet permanecerá no comando da PGR até 2027.

Quem é Paulo Gonet

Formado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Gonet possui mestrado pela Universidade de Essex, no Reino Unido, e doutorado também pela UnB. Ingressou no Ministério Público em 1986, sendo aprovado em primeiro lugar nos concursos para promotor de Justiça e, no ano seguinte, para procurador da República.