
Por: Elson Santos
Manaus- A exclusão de Manaus da lista de cidades cotadas para sediar jogos da próxima Copa do Mundo Feminina gerou repercussão negativa entre torcedores, atletas e lideranças do futebol local. No centro das críticas, o deputado estadual e Rozenha PMN, que atualmente ocupa dois cargos estratégicos: vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF).
veja o vídeo de Resenha na Sede da CBF:
Apesar da relevância de suas posições na articulação nacional do esporte, Rozenha buscou se isentar da responsabilidade pelo desinteresse da FIFA e da CBF em incluir Manaus no circuito do torneio. Em declarações recentes, o deputado atribuiu a ausência de propostas e articulações, Luiz Rozenha acusou o secretário de Estado do Desporto e Lazer, Jorge Elias, de omissão na articulação para trazer a Copa do Mundo de Futebol Feminino a Manaus. Segundo Rozenha, a falta de iniciativa da secretaria impediu que a capital amazonense participasse do processo de seleção de sedes do torneio, resultando na perda de uma oportunidade importante para promover o esporte feminino e movimentar a economia local. Em plenário, o parlamentar pediu a exoneração de Jorge Elias, alegando falha grave de gestão e inércia por parte da pasta,insinuando que faltou iniciativa do secretário em apresentar um plano robusto para atrair a competição.
A justificativa, no entanto, tem sido contestada por especialistas e membros da comunidade esportiva. Críticos apontam que, como representante direto do Amazonas na cúpula da CBF, Rozenha teria a obrigação institucional e política de defender os interesses da região. “Ele tinha todos os canais e influência necessários para colocar Manaus na discussão. Não o fez, e agora tenta terceirizar a responsabilidade”, disse um dirigente de clube local, sob condição de anonimato.
A ausência de Manaus na Copa do Mundo Feminina representa não apenas um revés para o futebol feminino, mas também uma oportunidade perdida de visibilidade internacional, investimentos e movimentação econômica no estado. Para muitos, a falha coletiva é clara, mas o silêncio ou a omissão de quem ocupa os cargos mais altos não pode passar despercebido.


