
Mesmo após o prefeito David Almeida (Avante) gastar mais de R$ 24 milhões em estações meteorológica que prometia identificar regiões com risco eminentes de chuvas torrenciais, o que permitiria a Prefeitura de Manaus agir antes de alguma tragédia, algo não funcionou.
O equipamento que foi instalado na sede da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), no bairro Compensa, zona Oeste da capital, não conseguiu prever a tempestade que cairia neste domingo (27) no bairro, deixando muitas famílias desabrigadas.

Por contas dos alagamentos, das famílias desabrigadas, das perdas materiais e da falta de infraestrutura no bairro da Compensa, que não suporta as torrenciais chuvas, a população resolveu protestar contra a Prefeitura e contra o prefeito, fechando a Avenida Brasil e a Rua Amazonas no bairro.
Os manifestantes fecharam as ruas com pedaços de paus, pneus e atearam fogo nos entulhos daquilo que sobrou de casas alagadas e móveis destruídos, protestando contra a falta de infraestrutura e de atendimento da Prefeitura de Manaus, após famílias perderem tudo.
Para retirar os manifestantes do local, a Polícia Militar foi acionada e segundo relatos de populares no local, usou força letal para dispersar as pessoas que protestavam na avenida, que revidavam as agressões com rojões e fogos de artifícios.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar o fogo que foi colocado nos pedaços de madeira. A Polícia afirma que durante a abordagem, o Batalhão de Polícia de Choque teve de utilizar balas de borracha para dispersar o protesto.


