
Queda de Ednaldo Rodrigues abala cúpula da CBF e coloca Rozenha na berlinda
Vice-presidente da entidade e aliado direto de Rodrigues, amazonense pode perder cargo com nova reestruturação na Confederação
Manaus-O afastamento do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, determinado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, provocou uma crise institucional na entidade e colocou em xeque a permanência de seus principais aliados entre eles, o vice-presidente Ednailson Rozenha, atual presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF).
Rozenha, que também é deputado estadual pelo Amazonas, foi eleito vice-presidente da CBF em março de 2025, em chapa liderada por Rodrigues. A vitória foi comemorada como um marco para o futebol nortista, com a promessa de maior representatividade regional no cenário nacional. Porém, com a decisão judicial que invalidou a reeleição de Ednaldo por suspeitas de fraude e irregularidades, todo o alto escalão da CBF corre risco de ser dissolvido.
Segundo o estatuto da entidade, o afastamento do presidente implica a reformulação da diretoria executiva, o que atinge diretamente Rozenha. A presidência interina foi assumida por Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, que agora articula uma nova eleição dentro de 30 dias.
Fontes ligadas à CBF indicam que Rozenha pode ser removido da vice-presidência como parte da reorganização política interna, especialmente se a oposição consolidar maioria na nova composição da diretoria. A situação do amazonense é considerada frágil, já que sua indicação foi fruto de uma articulação direta com Ednaldo Rodrigues.
A CBF tenta reverter a decisão no Supremo Tribunal Federal (STF), em pedido que já chegou ao gabinete do ministro Gilmar Mendes, antigo relator de ações da entidade. Enquanto isso, o clima nos bastidores é de tensão.
Nos bastidores do futebol amazonense, o afastamento de Rodrigues já repercute. Rozenha, que vinha defendendo maior investimento no futebol da região Norte, ainda não se pronunciou oficialmente sobre seu futuro dentro da entidade.
Caso seja confirmada sua saída, o Amazonas pode voltar a ficar sem representação na cúpula da CBF, enfraquecendo as demandas por investimentos em infraestrutura, formação de base e acesso ao calendário nacional para clubes do estado.


