
Após o caso envolvido no nascimento de um bebê no banheiro do Hospital da Mulher Dona Lindu, o governador Roberto Cidade (UB), decidiu afastar a equipe médica nesta segunda-feira (18/05).
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde (Seas), confirmou o afastamento da equipe médica, após a denúncia de familiares de que uma mulher teria dado a luz na unidade, sem o devido acompanhamento médico no último domingo (17/05).
De acordo com familiares da vítima, a jovem chegou na unidade por volta de 1 hora já em trabalho de parto. A mulher teria se dirigido ao banheiro da maternidade, onde acabou entrando dando à luz sem assistência direta no momento do nascimento.
O avô da criança afirmou ainda que funcionários da unidade teriam informado sobre a falta de leitos na maternidade. “Minha nora deu à luz sozinha, desamparada, no chão frio e insalubre de um banheiro de maternidade. Meu filho, em pânico, assistiu ao nascimento sem qualquer amparo técnico”, relatou.
A família também afirma que a unidade restringiu o acesso de parentes à área onde mãe e bebê recebiam atendimento após o parto. “Barraram a nossa família. Fomos proibidos de entrar, de ver como eles estavam e de protestar contra aquela negligência”, declarou Célio Medeiros.
Nota da Seas
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) informa que não compactua com qualquer conduta que contrarie os princípios da assistência humanizada, segura e adequada ao parto nas unidades da rede estadual de saúde. Diante do ocorrido, a Secretaria notificou o Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), solicitando esclarecimentos formais e a adoção das providências cabíveis quanto aos fatos relatados.
De acordo com informações preliminares apresentadas pelo IMDL, a paciente deu entrada na unidade em fase inicial de trabalho de parto, tendo sido avaliada pelo médico plantonista, que, naquele momento, identificou condições clínicas e obstétricas sem indicação de internação imediata, sendo orientada permanência em observação para acompanhamento da evolução clínica.
Posteriormente, a paciente apresentou evolução rápida do trabalho de parto, com progressão das contrações uterinas e relato de desejo evacuatório, evoluindo para parto vaginal precipitado em dependência da unidade.
A equipe assistencial foi imediatamente acionada, realizando os cuidados necessários à puérpera e ao recém-nascido, ambos evoluindo em boas condições clínicas, estáveis e sob acompanhamento multiprofissional.
A direção da unidade adotou, de forma preventiva e imediata, o afastamento do médico plantonista e da supervisão assistencial responsável pelo plantão, para fins de apuração dos fatos e possíveis responsabilidades.
A SES-AM seguirá acompanhando o caso e monitorando as medidas adotadas pela unidade, reforçando seu compromisso com a segurança, a humanização e a qualidade da assistência prestada à população.


