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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Preso com tornozeleira descumpre medida judicial e volta pro xadrez

Manaus-Um episódio ocorrido na noite de quarta-feira (14), na avenida Autaz Mirim, zona Leste de Manaus, evidencia mais uma vez as fragilidades do sistema de monitoramento de apenados no Amazonas. Um homem, não identificado pelas autoridades, foi preso por estar dirigindo em alta velocidade e, ao ser abordado por policiais militares, foi constatado que ele usava tornozeleira eletrônica e pior: descumpria uma medida judicial de recolhimento domiciliar.

Segundo a Polícia Militar, o apenado estava nas ruas após o horário limite de 22h30 determinado pela Justiça. O flagrante foi feito de forma quase acidental, levantando questionamentos sobre o monitoramento real de indivíduos que, embora teoricamente vigiados, circulam livremente pelas ruas da capital.

O caso acende um alerta: quantos outros apenados com medidas restritivas seguem em liberdade, sem qualquer controle efetivo? O sistema de monitoramento eletrônico, vendido como uma solução moderna e eficiente para evitar o encarceramento em massa, parece, na prática, incapaz de impedir que indivíduos com restrições judiciais burlem as regras com facilidade.

Enquanto a população é constantemente cobrada por ordem, disciplina e vigilância inclusive por meio de políticas públicas de repressão parte do sistema penal opera com brechas que comprometem a segurança coletiva. Em bairros como a zona Leste, historicamente negligenciados pelo poder público, a sensação de impunidade só se agrava.

O homem preso segue à disposição da Justiça, mas o episódio deixa uma pergunta inevitável: até quando o monitoramento eletrônico continuará sendo uma “vigilância de fachada”?