
A vereadora Larissa Gomes (PSD), denunciou o prefeito Augusto Ferraz (UB) por possível envolvimento em um descarte ilegal de lixo no Residencial Dom Lopes, no município de Iranduba, no interior do Amazonas.
Nas imagens divulgadas pela parlamentar municipal mostra um grande acúmulo de resíduos em um terreno vizinho às casa, em um claro sinal de crime ambiental dentro de uma área urbana, que já enfrenta problemas de erosões e falhas na drenagem.
Populares apontam que caminhões ligados à Prefeitura de Iranduba, trazem lixo para descartar no local, remetendo ao mesmo problema que ocorreu no Ramal da Creuza, localizado no quilômetro 6 da Rodovia AM-070.
A ausência de drenagem adequada tem provocado o avanço de erosões, aumentando o risco de danos às residências e agravando a situação das famílias que vivem no entorno.
Ao denunciar o caso, Larissa Gomes destacou que o problema não é novo e atinge diretamente a população local. “Isso aqui já não é um assunto inédito. Isso aqui é um problema de saúde pública. Um problema de ofensa à dignidade da pessoa humana e quem mora aqui tem que ter também um tratamento digno”, afirmou.
A parlamentar também criticou a atuação da gestão municipal diante do cenário. “É um serviço de porco que estão fazendo aqui. Daqui a pouco, a gente vai mostrar as imagens da Prefeitura jogando entulho aqui”, declarou, ao associar o descarte à administração local.
Denúncia sobre irregularidades em licitação para limpeza de ar condicionados
Além da denúncia ambiental, a vereadora questionou a destinação de recursos públicos ao citar um contrato firmado após pregão eletrônico realizado em 6 de fevereiro de 2026. O processo resultou na contratação da empresa M A C FERNANDES LTDA, do Rio Grande do Sul, para serviços em aparelhos de ar-condicionado da rede municipal.
O contrato tem vigência de 12 meses e valor de R$ 7.818.652,00 (sete milhões, oitocentos e dezoito mil, seiscentos e cinquenta e dois reais), prevendo atendimento a até 787 equipamentos. A licitação passou a ser alvo de questionamentos após a desclassificação de concorrentes com propostas mais baratas, apesar da adoção do critério de menor preço.
Ao relacionar os gastos à situação do bairro, Larissa Gomes afirmou: “Agora, R$ 8 milhões para limpar ar condicionado, enquanto a gente tem aqui um problema gravíssimo precisando de intervenção urgente. Porque senão esse pessoal todo vai perder casa e vai lá para a prefeitura pedir para o prefeito pagar aluguel”.
Enquanto isso, o local passa a reunir características de lixão a céu aberto, ampliando os impactos ambientais e sociais no município.


