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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Prefeito de Caapiranga viaja à Colômbia sem comunicar a Câmara e afronta autoridades em meio a risco de cassação

O município de Caapiranga, no interior do Amazonas, enfrenta um dos momentos mais críticos de sua história política recente. Em meio a denúncias, instabilidade administrativa e um processo que pode resultar na cassação de seu mandato, o prefeito conhecido como “Matulinho Brás” teria realizado uma viagem internacional à Colômbia sem comunicação oficial à Câmara Municipal, como determina a legislação.

A viagem, mantida longe da divulgação oficial, gerou revolta e desconfiança na população. A ausência de informações claras sobre o deslocamento levanta suspeitas sobre a legalidade do ato e o possível uso de recursos públicos.

Segundo informações que circulam no município, o prefeito não teria viajado sozinho. Uma suposta comitiva formada por empresários e pessoas ligadas à Prefeitura também teria participado da viagem. Caso confirmada, a situação pode indicar irregularidades administrativas e exigir investigação dos órgãos de controle.

Enquanto o chefe do Executivo estaria no exterior, Caapiranga enfrenta problemas graves e recorrentes:
a saúde pública segue precária;
a educação enfrenta dificuldades estruturais;
o abastecimento de água apresenta qualidade questionável;
servidores relatam atrasos salariais;
a infraestrutura urbana permanece deteriorada;
e a população convive com a falta de respostas do poder público.

Para lideranças políticas locais, a postura do prefeito demonstra desprezo pelas instituições e pelas autoridades de controle. Em meio a evidências de um processo de cassação em andamento, a atitude é vista como uma tentativa de minimizar ou ignorar a atuação da Justiça Eleitoral, do Ministério Público e do Tribunal de Contas, o que, na prática, soa como uma afronta às autoridades e ao próprio povo de Caapiranga.

Especialistas em direito público apontam que a ausência do prefeito sem autorização legislativa pode caracterizar infração político-administrativa, dependendo do que estabelece a Lei Orgânica do Município e da forma como a viagem foi custeada.

Diante da gravidade dos fatos, cresce a pressão para que o Ministério Público Eleitoral (MPE), o Ministério Público do Amazonas (MPAM) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) apurem o caso. A população cobra transparência e explicações:
qual foi o objetivo da viagem?
quem pagou as despesas?
houve uso de dinheiro público?
por que a Câmara Municipal não foi comunicada?

Em um cenário de crise política e administrativa, a falta de transparência apenas aprofunda a desconfiança. Em Caapiranga, a pergunta que ecoa nas ruas é simples e direta: o prefeito está governando para o povo ou desafiando as autoridades?