
Moradores do município de Codajás no interior do Amazonas, denunciaram por meio de vídeos feitos em suas comunidades, a situação degradante em que se encontram as ruas com falta de infraestrutura, mesmo com o prefeito Antônio Ferreira dos Santos, mais conhecido como “Tonho Santos” (UB), anunciar investimentos em melhorias urbanas.
No bairro Nova Conquista, moradores filmaram a situação de falta de pavimentação, drenagem, buracos e muita lama. Nas imagens, podemos ver a rua sem qualquer recapeamento asfáltico, apenas no barro, o que leva a revolta dos moradores.
“Aqui a gente vive no barro. Quando chove, ninguém consegue sair de casa. A situação só piora”, diz uma moradora do local.
Já no bairro Bela Vista, a Rua Eduardo Ribeiro, uma das principais do bairro, aparece quase intrafegável, com muito buraco, lama e até mato nascendo no que deveria ser uma passagem segura para veículos e pedestres.
“Essa rua aqui é usada por empresários. Tem até uma fábrica de açaí da família de um ex-político que vai ser inaugurada no ano que vem. E mesmo assim tá nesse estado. Imagina o resto”, contou um morador.
A situação causa ainda mais revolta no povo de Codajás, quando falamos do poder público, que segundo documentos homologados no Diário Oficial dos Municípios (DOM), o prefeito Tonho Santos, pagou cerca de R$ 3.312.215,15 (três milhões, trezentos e doze mil, duzentos e quinze reais e quinze centavos), para duas empresas cuidarem da infraestrutura das ruas do município.
A CONSTRUTORA TAMANDARÉ LTDA, recebeu da Prefeitura de Codajás o valor total de R$ 1.700.715,15 (um milhão, setecentos mil, setecentos e quinze reais e quinze centavos), para os serviços de pavimentação em concreto armado e drenagem nas ruas do município.

Já a CONSTRUTORA PILAR LTDA, recebeu o valor de R$ 1.611.500,00 (um milhão, seiscentos e onze mil e quinhentos reais), para os mesmo serviços de pavimentação em concreto armado e drenagem no Ramal do Araçá.

Os contratos deverão ser investigados pelo Ministério Público de Contas (MPC) e pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), por conta de irregularidades e denúncias de possíveis desvios de recursos.


