Urgente! Pastor Jonathas Câmara e família é citado na CPMI do INSS em suposta rede de repasses à Fundação Boas Novas

Por: Redação

O pastor Jonathas Câmara, presidente da Assembleia de Deus no Amazonas (IEADAM) e figura de forte influência política e religiosa no estado, foi citado durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, realizada nesta segunda-feira, em Brasília.

Durante o depoimento de um empresário investigado por supostos esquemas de intermediação de benefícios previdenciários, o relator da CPMI questionou se o depoente conhecia o pastor Jonathas Câmara e se houve repasse de recursos ou doações destinadas à Fundação Boas Novas, instituição ligada à igreja e presidida pelo pastor. O repasse seria de milhares de reais para a família câmara, Silas Câmara deputado federal ( Republicano) Hebert Tavares Câmara, Jonathas Câmara e Milena Câmara advogada.

Segundo trechos da oitiva, o relator buscava esclarecer possíveis ligações financeiras e políticas entre entidades religiosas e pessoas envolvidas em fraudes previdenciárias no Amazonas. A Fundação Boas Novas, responsável por emissoras de rádio e TV mantidas pela Assembleia de Deus, foi citada como possível beneficiária de doações de origem não esclarecida.

Veja o vídeo:

O depoente, ao ser indagado, ficou em silêncio. Mesmo assim, os parlamentares afirmaram que vão aprofundar as investigações sobre o fluxo de doações para entidades ligadas a lideranças religiosas, especialmente aquelas que mantêm contratos, convênios ou isenções públicas.

Nos bastidores da CPMI, a menção ao nome de Jonathas Câmara repercutiu com destaque, em razão da projeção política e influência do líder religioso em pautas que envolvem parlamentares evangélicos da bancada amazonense.

Até o fechamento desta matéria, Jonathas Câmara não havia se manifestado sobre a citação feita durante a comissão. A Fundação Boas Novas também não emitiu nota oficial.

A CPMI do INSS segue ouvindo testemunhas e investigando possíveis esquemas de corrupção, falsificação de documentos e desvio de recursos públicos em agências previdenciárias de todo o país.