“Papagaio de Pirata” oficial: deputado some da Aleam e gruda no governador

Enquanto a população do Amazonas precisa de representação na Aleam, o deputado estadual Cabo Maciel (PL) tem se destacado por um motivo vergonhoso: o alto número de faltas nas sessões da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). De acordo com os registros oficiais, Maciel já soma 32 faltas em 2025, revelando um padrão de ausência que contrasta com o salário generoso e as responsabilidades do cargo.

Mas, se no plenário ele está constantemente ausente, o mesmo não se pode dizer das comitivas do governador Wilson Lima (UB). Cabo Maciel parece não perder uma viagem, inauguração ou solenidade onde o chefe do Executivo esteja presente. O deputado virou praticamente um “chaveirinho” do governador, como já vem sendo chamado nos corredores da Aleam e por parte da população — sempre à sombra de Wilson Lima, tentando aparecer nas fotos, fazer vídeos para redes sociais e “surfar” na popularidade do governador.

O comportamento é visto como um ato de subserviência e oportunismo político. Ao invés de exercer seu papel constitucional de legislar e fiscalizar o governo, Maciel tem se limitado a acompanhar Wilson Lima como um figurante em eventos oficiais, muitas vezes sem qualquer contribuição concreta ou crítica.

Essa postura, além de constrangedora, desrespeita o eleitor e enfraquece o Legislativo estadual. O deputado é pago com dinheiro público para representar os interesses da população, e não para servir de escudeiro político do governador. Seus 32 registros de ausência não são apenas números frios: são reflexo de um mandato apagado, submisso e alheio às demandas reais do povo amazonense.

A política amazonense não precisa de bajuladores de luxo em cargos públicos. Precisa de representantes presentes, atuantes e independentes.