
Enquanto Manaus entra em um turbilhão de problemas com um caos urbano, buracos nas vias públicas, obras inacabadas, escândalos, irregularidades, investigações e uma crescente insatisfação popular, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), resolveu tirar férias.
O problema? Ninguém sabe onde ele está. O prefeito sumiu!
Diferente das viagens anteriores, como a polêmica escapada para o Caribe em jatinhos particulares, com hospedagens luxuosas e companhia da esposa, desta vez David optou pelo completo silêncio. Nenhuma postagem em redes sociais, nenhuma nota da assessoria de imprensa, nenhum vereador alinhado ousando comentar o paradeiro do chefe do Executivo.
Essa ausência de informações acendeu o sinal de alerta (e também de deboche) entre a população. O sumiço repentino e o mistério em torno do destino do prefeito criaram uma pergunta que viralizou nas rodas de conversa e nas redes sociais:
“Onde está David?”
A pergunta faz referência ao clássico personagem “Wally”, dos livros infantis, conhecido por se esconder em meio à multidão. A diferença é que, no caso do prefeito, não há multidão, nem cenário, nem uma pista sequer. Há apenas o silêncio de uma gestão que parece cada vez mais descolada da realidade vivida pelos manauaras.

Desde o escândalo da viagem anterior, David tem mantido um comportamento mais discreto. À época, a repercussão negativa foi tamanha que até aliados políticos evitaram comentar. A ausência de explicações ou prestação de contas sobre gastos e deslocamentos internacionais alimentou suspeitas e críticas.
Agora, com esse novo “desaparecimento institucional”, a população se vê novamente abandonada à própria sorte. Obras de infraestrutura mal executadas, sistema de transporte caótico, saúde fragilizada e denúncias no Ministério Público e no Tribunal de Contas do Estado continuam acumulando-se, enquanto o prefeito curte o recesso, seja lá onde for.
A prefeitura é dele, o dinheiro é público, mas o destino é secreto.
Em tempos em que se exige transparência e responsabilidade dos gestores públicos, o sumiço do prefeito levanta um grave questionamento: o que leva uma autoridade a se esconder justamente quando deveria dar exemplo?
A pergunta que não quer calar permanece:
“Onde está David?”
E pelo visto, só Deus (e talvez a torre de controle do aeroporto) sabem a resposta.


