
O novo secretário recém empossado na Secretaria Municipal de Educação (Semed) Júnior Mar, concedeu uma entrevista à Rede Amazônica, onde o secretário afirmou que os mediadores para crianças com transtorno do espectro autista na rede municipal, não precisa de formação superior.
“A exigência legal é que basta ter o ensino médio, não precisa ter ensino superior porque o tratamento com o autista não é pedagógico, é apoio escolar no sentido de mobilidade, de toda essa assistência, mas o pedagógico continua sendo o professor da sala de aula, conforme rege a legislação”, disse o secretário.
De acordo com Rafaela Nascimento, profissional especialista em desenvolvimento infantil e psicopedagogia, a fala do secretário “simplesmente invalidou os profissionais e desrespeitou a capacidade dos indivíduos com deficiência”.
A Semed possuí em seus quadros, cerca de 1,5 mil mediadores no ensino municipal que são estagiários a partir do 4º período do ensino superior. Segundo a especialista Rafaela Nascimento, o mediador necessita ser formado em pedagogia, psicologia ou fonoaudiologia para exercer a função e pessoas do ensino médio não podem agir como mediadores.
O secretário Júnior Mar não se manifestou após ser bombardeado pelas críticas.


