MP-AM mira escândalo da adesão forçada de servidores ao plano de saúde Manuasmed/Hapvida

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio da 77ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção do Patrimônio Público, vai investigar as irregularidades na adesão indevida e forçada de servidores municipais ao plano de saúde, feita pela gestão David Almeida (Avante).

Conforme já noticiado pelo Portal Abutre da Notícia, o MP-AM vai recebido a denúncia sobre os descontos na folha de pagamento de servidores municipais, feitas pela Prefeitura de Manaus para cobrir o acordo de privatização feito pelo prefeito David Almeida, do Serviço de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos de Manaus (Manausmed) para a empresa Hapvida.

O acordo é de R$ 108,4 milhões de reais e por conta disso, David Almeida está forçando os servidores a pagar a conta, descontando 4,5% da remuneração mensal dos servidores, mesmo daqueles que não aderiram ao plano de saúde Manausmed/Hapvida, possuindo outro plano pago mensalmente com seu dinheiro.

À Notícia de Fato nº 01.2024.00005398-8, foi protocolada no Diário Oficial do MP-AM na edição do dia 6 de maio, e instaurou um procedimento preparatório, registrado sob o nº 06.2025.00000388-0, para investigar as supostas irregularidades no Manausmed.

O caso está gerando muita polêmica por ser igualado ao escândalo da fraude, que levou descontos na folha de pagamento sem permissão de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), gerando um rombo de R$ 6,4 bilhões.