Motorista que matou mulher atropelada em Manaus afirma que dormiu ao volante

Manaus (AM) – O motorista Leonardo Oliveira Gomes, de 21 anos, que matou atropelada a auxiliar de serviços gerais Andréia Trindade Pinheiro, de 46 anos, na última segunda-feira (26), após invadir uma parada de ônibus, na avenida Coronel Teixeira, Zona Oeste de Manaus, quando dirigia uma picape Hilux preta, disse que dormiu ao volante, “devido ao cansaço físico e mental e que não percebeu que havia cometido o acidente”.

A declaração foi feita durante depoimento à Polícia Civil, na noite de terça-feira (27), quando se apresentou na delegacia. O motorista também confirmou que o carro pertence ao pai, um dos sócios da locadora de veículos Via Alvorada, localizada no bairro de mesmo nome. Além disso, ele afirma que não consumiu bebidas alcoólicas no dia do acidente.

Falta de socorro

Sobre não ter prestado socorro às vítimas, especialmente a Andréia Trindade, e ter se retirado do local, Leonardo afirmou que, pelo fato de ter dormido ao volante e acordar somente com o impacto da batida, não conseguiu ‘deduzir’ que havia batido o casal, razão pela qual, segundo ele, continuou seguindo o percurso para o trabalho.

No entanto, ele também confirmou que sofreu uma lesão no braço direito e compareceu a uma unidade de saúde, tendo o braço imobilizado.

Provas

Leonardo Oliveira afirmou, ainda, que fará todos os exames necessários para comprovar que não estava sob efeito de entorpecentes e deve prestar assistência à família da vítima e que também está abalado pelo ocorrido.

Liberado

O motorista se apresentou, espontaneamente, na sede da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (Deat), comunicando ser o autor da morte de Andrea da Trindade.

Conforme o delegado Temístocles Alencar, titular da Deat, o suspeito foi ouvido e liberado em razão do estado de flagrância dele já ter sido esgotado. Entretanto, ele foi indiciado por homicídio simples. Ainda conforme o delegado, foi representado à Justiça o pedido de prisão preventiva dele.

Relembre

Andreia morreu nas primeiras horas da manhã de segunda-feira após ser atropelada por uma picape que invadiu a parada de ônibus onde ela estava, na avenida Coronel Teixeira, bairro Santo Agostinho, Zona Oeste da cidade.

No momento do acidente, a vítima estava com o companheiro dela, Edson Reis, que teve ferimentos pelo corpo, mas sobreviveu e relatou ao Portal Em Tempo1 tudo o que viu na hora do ocorrido.

“A gente, como sempre, tomou muito cuidado na hora de atravessar a rua e chegamos na parada. Logo depois, eu só a vi tentando se defender com os braços, mas ela acabou sendo esmagada com o carro por esse motorista. Além disso, algumas pessoas disseram ter visto algumas bebidas alcoólicas dentro do carro dele na hora que ele fugiu”, disse o esposo.

A mulher, que morava no bairro Alvorada, trabalhava com serviços gerais em uma empresa terceirizada na Maternidade Moura Tapajós. Além do companheiro, ela deixa um filho de 16 anos, que soube sobre o acidente ao receber vídeos, onde o pai aparece desesperado e tentando socorrer Andréia.

Pichações

Na manhã da última terça-feira (27), palavras como “Covarde”, “justiça” e “safado” estavam pichadas nas portas da Via Alvorada, demonstrando a indignação popular. Vídeos também circularam pelas redes sociais, de moradores revoltados, com o ocorrido.