
Os interesses pessoais à frente de interesses ideológicos e partidários têm dividido os pré-candidatos da direita no Amazonas às eleições de 2022. O pré-candidato ao Senado, coronel Alfredo Menezes (sem partido), mesmo com o apoio majoritário do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não tem conseguido o apoio nem de bolsonaristas.
Um exemplo disso é o “racha” entre Menezes e o empresário bolsonarista Romero Reis, que acontece desde as eleições municipais de 2020, quando ambos foram candidatos a prefeito de Manaus em chapas diferentes. Agora, nas eleições de 2022, a divisão continua e Menezes não consegue “conversar” e garantir união com a direita nem para realizar uma manifestação com pautas em comum.
Em Manaus, os atos pró-governo Bolsonaro no dia 7 de setembro foram divididos. Romero Reis e seus aliados estiveram na Ponta Negra para a manifestação. Já Menezes organizou o ato no Centro da capital amazonense e, segundo informações, foi a manifestação que menos reuniu pessoas naquele dia.
Por outro lado, Romero Reis esteve acompanhado de diversos políticos bolsonaristas como os deputados federais capitão Alberto Neto (Republianos) e delegado Pablo (PSL), vereador capitão Carpê (Republicanos), deputado estadual delegado Péricles (PSL), além do delegado Costa e Silva (Patriota), que foi vice de Menezes nas eleições municipais, e Chico Preto (sem partido), que também será candidato ao Senado nas próximas eleições.
Visivelmente isolado, Menezes que já não tem o apoio de simpatizantes de esquerda por conta da aliança com Bolsonaro, vê resistência também de simpatizantes do seu padrinho político Bolsonaro para atrair votos e garantir a vaga no Senado. Como nas eleições a prefeito de Manaus, a estratégia novamente adotada pelo coronel pode ser potencialmente falha.


