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terça-feira, 14 de julho de 2026

Médicos são suspeitos de quase provocarem m0rte de paciente no Hospital Check Up e Polícia investiga o caso

A Polícia Civil está investigando mais uma suspeita de falhas de atendimento no Hospital Check Up, em um suposto caso de negligência, inoperância e exposição a risco de morte envolvendo atendimento prestado por dois médicos identificados como a doutora Ana Clara Beltrão e o neuro cirurgião Henrique Oliveira Martins.

Assim como no Hospital Santa Júlia no caso Benício Xavier chocar Manaus, no último dia 4 de julho, um empresário de Manaus, vítima de AVC, deu entrada na unidade particular e hoje, stá internado no Sírio Libanês, em São Paulo, após precisar da ajuda de familiares dentro da unidade do bairro Adrianópolis, para não vir a óbito.

De acordo com os familiares, uma sequência de erros médicos e administrativos colocou a vida do paciente em risco. Neste momento, oitivas estão em andamento, incluindo depoimentos da família, dos funcionários do hospital e levantamento de imagens de câmeras que registraram os momentos em que o paciente deu entrada no Chekc Up e toda a linha do tempo do atendimento dado a ele.

De acordo com a denúncia registrada em delegacia, desde a chegada uma série de erros causaram danos à saúde do paciente.

O Hospital Check Up não havia leito de UTI disponível e a própria médica Ana Clara Beltrão, indicou a transferência do empresário para outra unidade hospitalar.

Ao chegar no leito onde o paciente estava aguardando a transferência,  um familiar flagrou ele vomitando e se afogando na cama. “Estava sem acompanhamento da médica e nem da enfermeira, apenas uma técnica, de costas. Corri para levantar a cabeceira dele que não estava da forma correta e ele escapou da morte”, conta um familiar.

A família precisou intervir e conseguir um leito em um outro hospital. O médico neuro cirurgião Henrique Oliveira Martins seria o responsável pela cirurgia, não estava no local.

“Foi aplicado nele uma dosagem muito alta de nitroprussiato”, relata o familiar, que neste momento foi informado pelo hospital que o médico cirurgião ainda não havia sido encontrado na unidade.

Com o paciente à espera da cirurgia, a família é chamada para depositar uma caução de R$ 60 mil, sob a condição de que ele só seria operado mediante essa garantia. Porém, o plano de saúde já cobria a  cirurgia, só que diante de tantos erros, o hospital trocou a ficha do empresário com outra paciente, que subiu para a cirurgia no lugar dele, mesmo não tendo direito sem o pagamento da caução.

Só então o paciente foi operado, sem caução, vítima de todos esses erros. Agora, internado no Sírio Libanês, neurologicamente estável, o empresário segue em recuperação plena.