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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Maria do Carmo quer governar o Amazonas para colocar o marido, acusado de estelionato, no comando do Estado

A candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), insiste em falar sobre administração responsável citando seu trabalho como reitora à frente de sua faculdade, a Fametro, prometendo fazer uma grande transformação na educação do Amazonas, mas esquece que o Ministério da Educação (MEC), considera como insatisfatório as notas dos cursos oferecidos por ela em sua instituição.

De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), os cursos de Medicina, Radiologia, Enfermagem, Psicologia, Engenharia Civil e Administração oferecidos pela Fametro, possuem as piores notas entre instituições privadas de ensino superior do Brasil, atingindo conceitos entre notas 1 e 2, o que são consideradas pelos indicadores da educação, como sendo baixíssimas.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), já havia apontado o curso de medicina da Fametro obteve conceito 1, a nota mais baixa da escala de 1 a 5, na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), desqualificando a instituição de fazer novas ofertas de vagas.

Segundo informações que rolam nos bastidores do poder, é que o esposo de Maria do Carmo, o empresário Wellington Lins, está ansioso para assumir o comando do Governo do Estado porque na verdade quem manda é ele, a candidata seria somente a ponte para chegar ao poder novamente.

A pergunta que fica no ar é: Quem vai governar de fato o Amazonas, se Maria do Carmo vencer as eleições? Será que ela vai colocar as decisões do Estado nas mãos do marido Wellington Lins, que pretende ficar com as chaves dos cofres públicos?

Para quem não conhece Wellington Lins, presidente e é um dos fundadores do Grupo Fametro, irmão do deputado federal Átila Lins e com uma trajetória de vida marcada por controvérsias, prisões e processos judiciais.

Em meados dos anos 1990, quando presidiu o Instituto de Previdência do Estado do Amazonas, onde ele enfrentou processo por estelionato, com ordem de prisão decretada e posterior detenção no Aeroporto de Manaus.

Na ação, que recebeu o número 01196028459/96, o Ministério Público do Amazonas acusa o empresário de ter cometido estelionato na transação para contratações. O caso continua parado, e mesmo tendo sido levado para análise no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM), ainda não teve desfecho.

Na época, o jornal Folha de São Paulo noticiou a prisão de Wellington Lins, que responde a diversos outros processos, do qual traremos em reportagens especiais para mostrar quem está por trás de alguém que deseja comandar o Estado.