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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Maria do Carmo: A Imagem de poder sem vivência política


Por Redação

No cenário eleitoral de 2026, o nome de Maria do Carmo Seffair, empresária e reitora do Centro Universitário Fametro, surge como uma novidade na corrida pelo governo do Estado. Com um discurso técnico, voltado à educação e à gestão eficiente, a candidata busca se apresentar como uma alternativa “fora da política tradicional”. No entanto, seu nome também desperta dúvidas, críticas e uma percepção crescente de inexperiência prática e distanciamento da realidade da maioria da população manauara e do interior onde ela é desconhecida.

Maria do Carmo, que construiu uma carreira sólida no setor educacional privado ao lado do marido, Wellington Lins de Albuquerque, sempre esteve associada à elite acadêmica e empresarial de Manaus. Embora possua formação em Direito, mestrado e doutorado, sua trajetória nunca passou pela política partidária, pela administração pública direta ou por debates populares nas ruas. Isso levanta o questionamento: estaria preparada para lidar com os desafios complexos e urgentes do Amazonas?

A Imagem de “dondoca rica” que iconoda

Nos bastidores da política e nas redes sociais, um estigma parece acompanhá-la: o de “A pre-candidata dondoca”, expressão usada por críticos para se referir a uma figura que carrega luxo, sofisticação e um certo ar de superioridade, mas pouco contato com a vida real das comunidades, periferias e zonas ribeirinhas.

Em vídeos da pre-campanha, sua linguagem excessivamente técnica, a postura austera e a ausência de propostas populares mais concretas reforçam a ideia de que Maria do Carmo representa um projeto elitista, voltado para poucos. Enquanto cidades como Manaus enfrentam problemas graves de transporte, saúde básica, segurança e desemprego, seu foco em “gestão de resultados” e “educação de excelência” soa, para muitos, desconectado da realidade diária do povo. Não adianta descascar Tucumã ou fritar um ovo ou ticar um peixe voce é o que é.

A verdadeira paixão de Maria luxo e sofisticação:

Falta de vivência pública:

Ao contrário de outros pré-candidatos que vêm de bases comunitárias, sindicatos ou movimentos sociais, Maria do Carmo nunca ocupou cargos eletivos, tampouco integrou conselhos municipais, secretarias ou participou de audiências públicas relevantes. Sua entrada no (PL) parece seguir a cartilha de uma candidatura planejada em gabinete, não construída com militância ou vivência pública. Do Carmo já declarou publicamente que é uma aluna de Alfredo Nascimento um sinal bastante real não acham?

A aposta no Sobrenome é no Capital:

Para críticos mais duros, a campanha de Maria do Carmo representa o uso do poder econômico e da influência empresarial como trampolim político. O Grupo Fametro, um dos maiores do Norte do país, é citado por adversários como símbolo de um setor que pouco conhece as dificuldades enfrentadas pelos estudantes das escolas públicas e das universidades federais.

O desafio de romper com o estigma:

Apesar das críticas, Maria do Carmo tenta desconstruir essa imagem com uma campanha que aposta na ideia de “renovação com competência”. Mas para convencer o eleitorado, precisará mostrar mais do que títulos acadêmicos: será necessário provar sensibilidade social, articulação política e capacidade real de lidar com a diversidade e complexidade urbana da capital e do interior.

Por enquanto, ela é vista por muitos como uma candidata que fala bonito, mas caminha distante do povo.