
Em quase seis décadas de realização do evento, esta é a primeira vez que os povos indígenas contam com um espaço oficial e exclusivo, organizado pelo Governo Federal
O governador Roberto Cidade destacou, nesta quinta-feira (25/06), a importância do fortalecimento do empreendedorismo indígena e da valorização da cultura dos povos originários, durante a abertura da 1ª Feira Intercultural dos Povos Indígenas de Parintins. Promovida pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a iniciativa integra a programação oficial do 59º Festival de Parintins e reúne mais de 100 artesãos indígenas de sete associações da Amazônia Legal, fortalecendo a geração de renda e ampliando o protagonismo indígena durante um dos maiores eventos culturais do país.
“É sempre bom ter o apoio do Governo Federal, porque nós sabemos que precisamos trabalhar em conjunto, especialmente para os indígenas do nosso estado. Parintins é uma ilha composta por várias etnias indígenas e eu fico muito feliz e otimista em ver que este ano nós temos uma feira com mais de 100 artesãos. Isso gera emprego e renda para as comunidades”, afirmou Roberto Cidade, acompanhado do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Teresa, da presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, Lúcia Alberta Baré, além de lideranças indígenas.
No local, Roberto Cidade ressaltou que a iniciativa do Governo Federal se soma ao trabalho que já vem sendo realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação Estadual dos Povos Indígenas do Amazonas (Fepiam), que chega neste ano à sexta edição da Feira de Artesanato Indígena, considerada a maior iniciativa de empreendedorismo originário do Brasil.
A Feira Intercultural dos Povos Indígenas marca um momento histórico para o Festival de Parintins. Em quase seis décadas de realização do evento, esta é a primeira vez que os povos indígenas contam com um espaço oficial e exclusivo, organizado pelo Governo Federal, para exposição e comercialização de seus produtos. A proposta é colocar os povos originários no centro da economia criativa do festival, ampliando sua autonomia econômica e garantindo maior visibilidade para sua produção cultural.
Instalada em uma área de aproximadamente 700 metros quadrados, a feira conta com 50 cabines de exposição, reunindo mais de 100 artesãos dos povos Sateré-Mawé, Hixkaryana, Maraguá, Borari, Kaxuyana e Wai Wai. Além da comercialização de artesanato, o espaço oferece grafismos indígenas, biojoias, cerâmicas, cestarias e demonstrações de pinturas corporais tradicionais, aproximando turistas e visitantes da riqueza cultural dos povos originários.
Mais do que uma vitrine de comercialização, a programação inclui ações para o fortalecimento dos empreendimentos indígenas. Ao longo dos quatro dias de evento serão realizadas oficinas sobre precificação, estratégias de marketing e gestão de negócios, além da implantação de um sistema de monitoramento das vendas para mensurar o impacto da economia indígena durante o festival.
Outra novidade é a Estação Raízes, espaço criado pelo Ministério dos Povos Indígenas para reforçar o reconhecimento da cultura indígena como origem da identidade amazônica e do próprio Festival de Parintins. O ambiente convida os visitantes a conhecerem mais sobre a contribuição dos povos originários para a formação cultural da região e do Brasil.

Fepiam
As ações do Ministério dos Povos Indígenas chegam para fortalecer um trabalho que o Governo do Amazonas já desenvolve por meio da Fepiam. Durante o festival, a fundação realiza a 6ª Feira de Artesanato Indígena de Parintins, considerada a maior iniciativa de empreendedorismo originário do Brasil e que, neste ano, reunirá mais de 120 expositores indígenas de diversas etnias do Amazonas.
A expectativa é que esta seja a maior edição da história da feira estadual. Em 2025, o evento movimentou mais de R$ 950 mil em vendas, crescimento de aproximadamente 50% em relação a 2024, quando o volume de negócios chegou a R$ 630 mil. Para este ano, a expectativa é superar esses números, impulsionada pelo aumento no número de expositores e pelo crescimento do fluxo de visitantes durante o Festival de Parintins.


