“Escândalo do Pix: Ferraz e Moisés são acusados de usar dinheiro público para fabricar apoio”

A crise na gestão do prefeito Augusto Ferraz (União Brasil) ganhou um novo e grave desdobramento após denúncias apontarem que ele e o secretário municipal de Cultura, Moisés Lopes, estariam usando dinheiro público para realizar transferências via Pix de R$ 1 mil a influenciadores e donos de páginas locais, transformando recursos que deveriam servir à população em uma espécie de comércio digital para comprar defesa política nas redes sociais. As denúncias afirmam que pelo menos vinte repasses foram feitos em apenas quarenta e oito horas, exatamente no período em que Iranduba enfrentava a maior onda de reclamações sobre abandono de obras, falta de medicamentos, serviços paralisados e a crise ambiental do lixão. Moradores relatam que, assim que os pagamentos começaram, influenciadores passaram a divulgar vídeos elogiando a gestão, defendendo o prefeito e tentando desacreditar as denúncias que circulam na cidade, o que fortaleceu a suspeita de que o dinheiro teria sido utilizado para manipular o debate público e fabricar apoio em pleno colapso administrativo.

A gravidade aumenta porque, se ficar comprovado que os repasses foram feitos com recursos públicos, o caso deixa de ser apenas um escândalo político e passa a configurar possível crime de desvio de finalidade, improbidade administrativa, enriquecimento ilícito de terceiros e até uso indevido de verbas federais, o que abre espaço para responsabilização criminal e cassação de mandato. A denúncia já está sendo formalizada na Polícia Civil e na Polícia Federal, justamente porque existe a suspeita de que parte do dinheiro movimentado possa ter origem em fontes federais. Caso os órgãos confirmem o uso de recursos públicos para compra de apoio digital, Ferraz e Moisés Lopes podem responder por crime de peculato, formação de esquema para manipular opinião pública, fraude política e prática vedada pela legislação eleitoral e administrativa, além de serem obrigados a devolver o valor desviado e enfrentar bloqueio de bens.

Enquanto isso, a população questiona por que o dinheiro circula facilmente para influenciadores enquanto faltam medicamentos, remédios básicos e infraestrutura mínima nos bairros. A revolta cresce, a narrativa da gestão desmorona e o silêncio da Prefeitura de Iranduba só reforça a percepção de que os repasses via Pix não são um ato isolado, mas parte de uma estratégia para tentar controlar a opinião pública usando dinheiro que deveria estar nas escolas, nos postos de saúde e nos serviços essenciais da cidade. O caso agora está nas mãos das autoridades, e o desfecho pode ser um dos mais duros já enfrentados por um prefeito de Iranduba.

Com: informações Imediato