Efeito Colateral: David Almeida enfrenta um inferno astral no segundo mandato, escândalos, conflitos na família e baixa popularidade marcam os seis primeiros meses

Por: Redação

Manaus- O segundo mandato do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), caminha para um desfecho conturbado e marcado por uma sucessão de desgastes políticos, crises familiares e escândalos pessoais que se tornaram combustível para a crescente rejeição popular.

O líder que em 2020 encarnou a promessa da “renovação administrativa” e da gestão técnica hoje trava uma batalha diária contra os próprios erros e escândalos que ele mesmo ajudou a alimentar tanto dentro quanto fora do gabinete.

O escândalo da mulher no Caribe

Um dos episódios mais comentados nos bastidores da política local foi a viagem de sua companheira, em meio à crise urbana e fiscal de Manaus, para um resort de luxo no Caribe. As imagens vazadas, que circularam em grupos de WhatsApp e posteriormente chegaram à imprensa local, causaram indignação entre servidores públicos, que enfrentam atrasos e cortes, e entre a população que sofre com buracos nas ruas, escolas sucateadas e postos de saúde desabastecidos.

A falta de explicações oficiais e o silêncio do prefeito diante do escândalo levantaram suspeitas sobre o uso de recursos públicos suspeitas que, até hoje, não foram devidamente esclarecidas.

Família em guerra: filha e irmã brigadas com a esposa

Outro fator que fragiliza ainda mais a imagem de David Almeida é o racha familiar escancarado, cujos desdobramentos têm respingado diretamente em sua vida pública. Pessoas próximas ao prefeito relatam conflitos severos entre sua esposa, sua filha e sua irmã, envolvendo acusações mútuas, disputas de poder e, segundo fontes, episódios que chegaram a paralisar compromissos públicos do chefe do Executivo.

Os desentendimentos ganharam contornos políticos quando nomes da família começaram a divergir sobre cargos, contratos e influências dentro da prefeitura especialmente em áreas como eventos, comunicação e licitações.

A ofensiva midiática como último recurso

Com a popularidade em queda e críticas crescendo nas redes sociais, David Almeida intensificou sua presença nos meios de comunicação locais, com aparições diárias em rádios, TVs, lives e até outdoors institucionais mesmo fora do período permitido pela legislação eleitoral. A estratégia, embora agressiva, tem tido efeito contrário: os excessos de autopromoção têm sido vistos como desespero para conter uma derrocada que parece inevitável.

Especialistas em marketing político apontam que a overdose de exposição, sem entregar resultados concretos, está acelerando o desgaste da imagem do prefeito. Enquanto os bairros periféricos acumulam lixo, alagamentos e violência, David Almeida insiste em uma estética de gestão “perfeita” que não convence mais nem seus antigos aliados.

Promessas quebradas e contratos suspeitos

As denúncias de superfaturamento em contratos do programa “Asfalta Manaus”, o abandono da zona rural, o uso de empresas ligadas a aliados políticos em licitações milionárias e a presença de figuras já investigadas pelo Ministério Público em postos-chave da administração completam o cenário de desgaste.

A realidade nas ruas contrasta violentamente com a propaganda oficial. Enquanto a prefeitura gasta milhões em publicidade institucional, faltam médicos, remédios e professores. A sensação é de que Manaus ficou em segundo plano, atrás dos interesses familiares, das viagens luxuosas e das jogadas eleitorais.

um governo em colapso moral:

O segundo mandato de David Almeida, que deveria consolidar sua liderança política, tem se transformado em um verdadeiro campo de ruínas éticas e administrativas. Escândalos familiares, um estilo centralizador de governar, escapatórias midiáticas e falta de compromisso com a realidade concreta da população são os elementos centrais desse colapso anunciado.

Manaus assiste, perplexa, a um prefeito que perdeu o pulso da cidade e talvez, até mesmo, o controle da própria casa.