
Durante uma rodada de conversas com jovens empreendedores, o senador e pré-candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD/AM), defendeu um modelo de desenvolvimento econômico mais justo socialmente e à geração de oportunidades no Estado e criticou o faturamento x salário no Polo Industrial de Manaus (PIM).
De acordo com Omar Aziz, o crescimento econômico precisa ir além de indicadores e deve atingir diretamente a população, especialmente por meio do fortalecimento de bairros e a melhoria das condições de vida da população mais humilde.
Ainda segundo Aziz, o desenvolvimento deve ser percebido no dia a dia das pessoas, e não apenas em números macroeconômicos, criticando o faturamento das indústrias do Distrito Industrial de Manaus e os salários pagos aos trabalhadores.
“Quem trabalha no Distrito [Industrial de Manaus], o faturamento x salário é uma vergonha. O faturamento é altíssimo, o salário dos trabalhadores é pequeno. Porque, pelos incentivos que eles têm, o lucro que eles têm, eles não deixam um legado nenhum, mas um salário só. Esse salário do industrial, que são 132 mil trabalhadores hoje, onde eles gastam o dinheiro dele? Eles gastam no bairro dele, e você vê: o faturamento de uma grande indústria, bilhão, e o salário desse tamanho”, disse Aziz.
Omar destacou ainda que cerca de 132 mil trabalhadores dependem do setor industrial e que a renda gerada por eles é majoritariamente consumida nos próprios bairros, movimentando a economia local. No entanto, segundo ele, há uma discrepância significativa entre o volume de recursos das empresas e o retorno social efetivo.
“Então esse faturamento x salário é uma desigualdade muito grande, porque uma indústria dessa está instalada aqui e amanhã ela fecha as portas, vai embora, está todo mundo desempregado. Tchau e benção. Ela não construiu absolutamente nada, você não viu um trabalho social, você não viu uma propaganda aqui das industrias, que são quase 500 indústrias, dentro dos meios de comunicação nossos, você não vê essa reciprocidade na área social. Só o emprego não é o benefício social”, afirmou o senador.


