
Por: Redação
Manaus- Buracos nas ruas, lixo acumulado, violência crescente e transporte público precário. Em meio a esse cenário de problemas que afetam diariamente a vida da população, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) recebeu mais um projeto de lei sem impacto direto nas urgências da cidade: a criação do “Dia Municipal do Gato”, proposta apresentada pelo vereador Aldenor Lima (União Brasil).
O texto deu entrada no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL) no dia 5 de agosto e propõe a inclusão da data de 8 de agosto no calendário oficial do município. A justificativa aponta que a iniciativa busca promover ações de conscientização sobre o bem-estar felino, adoção responsável, combate ao abandono e incentivo à esterilização ética.
Prioridades em xeque
Embora a pauta animal seja relevante, a proposta levanta questionamentos sobre as prioridades do Legislativo municipal. Em um momento em que a capital amazonense enfrenta falhas estruturais graves e demandas urgentes de saúde, educação e mobilidade, a dedicação parlamentar à criação de datas comemorativas parece destoar da realidade vivida pelos moradores.
Em 2025, este já é o terceiro projeto do vereador Aldenor Lima com o mesmo objetivo de instituir dias no calendário municipal entre eles, o Dia Municipal da Adoção de Animais e o Dia Municipal do Sauim-de-coleira. O parlamentar preside ainda a 25ª Comissão de Proteção e Bem-Estar Animal da CMM, reforçando sua linha de atuação.
Impacto limitado
O próprio texto do projeto admite que as ações propostas dependerão da disponibilidade orçamentária, sem previsão de novos recursos obrigatórios. Ou seja, a medida pode acabar restrita a campanhas pontuais de conscientização, sem efeito prático para a melhoria da qualidade de vida da população ou mesmo dos animais.
Críticas da população
Nas redes sociais, moradores já ironizam a iniciativa, lembrando que enquanto o Legislativo discute “o dia do gato”, milhares de famílias convivem diariamente com problemas graves de segurança, transporte precário, falta de medicamentos em unidades de saúde e obras inacabadas pela cidade.
A crítica central que surge é clara: será que a Câmara Municipal de Manaus não deveria priorizar projetos que enfrentem os problemas estruturais da capital antes de multiplicar datas comemorativas no calendário?
Veja o documento abaixo:




