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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Derrotado nas últimas eleições, Eduardo Braga recorre ao “tapetão” já que não vence pelo voto do povo

Com um recente histórico de sucessivas derrotas na tentativa de retomar o poder no Estado do Amazonas, o atual senador e ex-governador Eduardo Braga (MDB), ainda tenta levar a disputa das eleições de 2022, para um assim chamado “terceiro turno” contra o governador Wilson Lima (UB).

Derrotado nas três últimas vezes que disputou o cargo de governador (em 2014 para José Melo, em 2017 para Amazonino Mendes e em 2022 para Wilson Lima), Eduardo Braga se nega a aceitar sua derrota, assim como não aceita a vitória, em dois turnos, que garantiu a reeleição do governador Wilson Lima (UB) e de seu vice, Tadeu de Souza (Avante), eleitos democraticamente pelo povo do Amazonas.

Braga tentou uma última cartada ao junto ao Tribunal Regional Eleitoral no Amazonas (TRE-AM), onde pediu a cassação da chapa de Wilson e Tadeu de Souza por abuso de poder econômico e dos meios de comunicação, o que foi prontamente rejeitada pelo pleno do TRE-AM.

De acordo com a relatora do caso, desembargadora Carla Reis, Braga não apresentou “elementos de convicção capazes de caracterizar o alegado ato abusivo dos meios de comunicação” para favorecer a reeleição do governador.

A desembargadora disse que “o simples fato de Eduardo Braga ter conseguido concorrer no segundo turno já torna a demanda fadada ao insucesso, posto que em nada fora afetado por conduta do investigado”. Ela considerou que, na pesquisas, ele sempre aparecia em terceiro lugar, e que o embate estava acirrado entre Wilson e Amazonino Mendes.

O inconformismo do senador Eduardo Braga, está levando ele a entrar com uma nova Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra mais de 25 pessoas e empresas, para tentar tornar o governador inelegível, visando as eleições de 2026 onde Wilson possivelmente poderá se candidatar ao Senado Federal, cargo que ocupa hoje Braga.

Não é de agora que Eduardo Braga, derrotado nas urnas com a população amazonense lhe dizendo ‘NÃO’, tenta criar uma disputa judicial de terceiro turno, para voltar ao poder no Amazonas.