
O deputado federal Silas Câmara (Republicanos/AM), é o parlamentar federal mais faltoso da Câmara dos Deputados desde o início da legislatura.
De acordo com o levantamento da Agência Pública, mostra que Câmara faltou 56 vezes, somando 29 faltas não justificadas e 27 com apresentação de justificativas.
Crise conjugal
A deputada federal Antônia Lúcia Câmara (Republicanos/AC), disse que seu esposo era infiel e apontou a vereadora de Rio Preto da Eva, Katwyssya Martinelli (Republicanos), como a sua suposta “talarica”.

Antônia Lúcia ainda denunciou que o parlamentar amazonense que é pastor da Assembleia de Deus, possui um esquema de “chip fantasma”, usado em seus esquemas.
Segundo Antônia Lúcia, Silas usou o nome e o CPF do Neto, para criar 12 contas em chips telefônicos, levantando a suspeita de que os números seriam usados para fazer cadastros do Imstituto Nacional de Seguridade Social (INSS), para fraudar o seguro-defeso.
“Estavam bancando 12 chips. Estranho, para qual serviços? Seria mulheres ou cadastro do INSS?”, escreveu Antônia Lúcia insinuando um esquema para fruadar o INSS.

As acusações surgem no momento em que Silas Câmara reforça sua imagem como defensor dos pescadores do Amazonas, visando as eleiçõesde 2026 onde deve tentar a reeleição.
Durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), o deputado Alfredo Gaspar (UB-AL) apresentou docuemntos que apontam que a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), efetuou pagamentos à empresa Network, que teriam como destino final familiares de Silas Câmara e empresas ligadas ao grupo.
Entre os citados nos documentos apresentados à CPMI DO INSS, estão os irmãos de Silas, o pastor Jônatas Câmara, Heber Tavares Câmara e Milena Câmara, filha do deputado e apontada como advogada da confederação.
A suspeita é de que a entidade tenha sido usada para movimentar recursos provenientes de descontos irregulares nas aposentadorias de pescadores e segurados, parte deles vinculados ao pagamento do seguro-defeso.
Durante depoimento à CPMI, o presidente da CBPA, Abraão Lincoln Ferreira, foi acusado de omitir informações e evitar citar nomes politicamente influentes.
Multa do TRE-AM
O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) anulou a decisão que autorizava o desconto de recursos do Fundo Partidário destinado ao diretório nacional do Republicanos, para pagamento de uma dívida atribuída ao diretório estadual da sigla administrada pelo parlamentar.
As contas do Republicanos no Amazonas relativas ao exercício de 2021, consideradas “não prestadas” pela Justiça Eleitoral, levando os repasses do Fundo Partidário ao diretório estadual a serem automaticamente suspensos, medida prevista na legislação para impedir o envio de recursos a órgãos que não estejam em regularidade.
A presidente do TRE-AM, desembargadora Carla Maria Santos dos Reis, concluiu que a penalidade direcionada ao diretório nacional era indevida, e a regra que permite o desconto direto do Fundo Partidário nacional só é aplicada, quando o partido falha em fornecer as informações exigidas, o que não ocorreu.
A nova deliberação estabelece três medidas principais: Cancelamento do desconto no Fundo Partidário destinado ao diretório nacional do Republicanos; Ressarcimento de eventuais valores já descontados, com correção monetária e juros, conforme o artigo 39 da Resolução TSE 23.709/2022; Comunicação imediata às secretarias do TRE-AM, à SOF/TSE e pelos sistemas oficiais — como o SÓLON — para garantir o cumprimento integral da decisão.


