
O vereador queridinho das clínicas de estéticas de Manaus, Francisco Carpegiane Veras de Andrade, mais conhecido como “Capitão Carpê” (PL), teve seu nome envolvido em uma grande polêmica.
De acordo com denúncias que avançam no Ministério Público do Amazonas (MP-AM), o vereador Capitão Carpê comandaria um suposto esquema de devolução de partes dos salários dos servidores de seu gabinete, prática conhecida como “rachadinha”, envolvendo inclusive duas de suas irmãs.
Ainda segundo as denúncias, o suposto esquema tinha a participação das irmãs de Carpê e três funcionárias de seu gabinete identificada como sendo, Ezilane de Oliveira Barcelos, Raquel Oliveira Catão e Aline Pereira Costa, recebendo um salários no valor de R$ 8.968,11 (Oito mil, novecentos e sessenta e oito reais e onze centavos) respectivamente.
A denúncia aponta que as assessoras Ezilane de Oliveira Barcelos e Aline Pereira Costa, entregavam metade de seus salários para Naianne Veras e Caroline Andrade, irmãs do vereador, que não podem ser nomeadas como assessoras do parlamentar sem que ele seja acusado de nepotismo. Já a assessora Raquel Oliveira Catão, destinava parte de seus salários para o pagamento do aluguel de um prédio, onde funciona um gabinete externo do vereador.
Naianne Veras e Caroline Andrade teriam funções de chefia dentro da hierarquia no gabinete do vereador, tendo toda autonomia para nomear, exonerar, cobrar material e gerenciar todos os movimentos de campanha e dos assessores. Acusações de assédio moral, abuso de poder e coação supostamente cometidos por Carpê e seus parentes.

Em um print, Carpê questiona de forma ríspida um assessor, por conta de um “erro” de escrita e pergunta: “Meu nome de trabalho é Capitão Carpê, certo? Se não sabes, deverias saber, já que trabalhas comigo.”

Em um áudio, autonomia para nomear, exonerar, cobrar material e gerenciar todos os movimentos de campanha e dos assessores como se fossem chefes.
Daiandrya Rebeca Veras Tavares, sobrinha de Carpê, já foi servidora da casa legislativa do município e foi denunciada por servidores por um suposto assédio moral, abuso de poder, coação para que eles realizassem atividades com desvio de função. Rebeca recebia um salário de R$ 4.428,64 (Quatro mil, quatrocentos e vinte e oito reais e sessenta e quatro centavos).


O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), recebeu todas as denúncias ligadas ao nome do vereador Capitão Carpê Andrade e já investiga as supostas práticas de nepotismo, rachadinha entre outros crimes.


