27.3 C
Manaus
sábado, 7 de novembro de 2026

Delegado afirma que vai investigar possível vazamento de informações na operação contra Maria do Carmo

O delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (Dip), e responsável pela diligência da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), afirmou que houve uma divulgação antecipada do cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa da empresária e ex-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), nesta sexta-feira (06/11).

Para o delegado, houve uma tentativa de criar obstáculos para o cumprimento da ordem judicial, na casa de Maria do Carmo no Conjunto Vieiralves, zona Centro-sul da capital. Ainda segundo Marcelo Martins, houve resistência no momento da chegada da equipe com uma série de discussões iniciadas por pessoas ligadas à Do Carmo.

“Hoje, nós chegamos aqui bem cedo, como manda o protocolo. Batemos na porta, encontramos alguma resistência no momento de entrar. Houve uma certa demora. Depois, nós entramos, os advogados chegaram. Houve uma série de discursões. Foi uma diligência difícil, com uma série de tentativa de obstacularizar o cumprimento da ordem judicial, mas, depois, mesmo com esses entraves, nós conseguimos impor as ordens judiciais que foram expedidas e cumprimos toda ordem judicial de forma integral em todos os cômodos da residência, revistamos todas as gavetas, abrimos cofres dela, itens pessoais, enfim”, disse o delegado.

 

Marcelo Martins afirmou que a Polícia Civil deve investigar se houve algum vazamento da operação na casa da ex-candidata, comprometendo a coleta de provas. Maria do Carmo teria divulgado um vídeo em suas redes sociais, ironizando o cumprimento de uma ordem de busca e apreensão em sua casa, dizendo que esperava a chegada dos policiais.

“Nós temos um vídeo da própria investigada Maria do Carmo, que ontem ironizou a realização da diligência e afirmou que estava aguardando a polícia ir à casa dela. Então, isso é uma questão que precisa ser analisada também no âmbito desse inquérito policial”, declarou Martins.

O delegado comentou sobre o conteúdo do vídeo compartilhado em redes sociais, que motivou a abertura das investigações e assim que assumiu as diligências, constatou a gravidade do material que evidenciou uma certa pervesidade.

“Quando eu acompanhava de longe essa investigação pela imprensa, eu não tinha noção do nível de perversidade. Só quando vi o vídeo é que pude perceber o nível de perversidade sexual”, afirmou.

“São vídeos de exposição de criança a vídeos onde há uma espécie de simulação de ato sexual. Foi o caso, né? O vídeo em que houve a manipulação de uma foto, onde a filha do Omar aparece no colo dele, e é feito um foco na mão do Omar na perna da filha, colocando ali um contexto sexual”, completou o delegado.

A ação integra uma investigação sobre a divulgação e possível manipulação de imagens envolvendo a filha menor de idade do governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), nas redes sociais, durante a campanha eleitoral.

O caso é conduzido pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e envolve a apuração de possíveis crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A investigação ainda busca esclarecer quem produziu, editou e divulgou o conteúdo, além da participação de cada envolvido.