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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

CPI: Aziz pede condução coercitiva e apreensão do passaporte do empresário Carlos Wizard

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD- AM), determinou que seja solicitada à Justiça a condução coercitiva do empresário Carlos Wizard, além da apreensão do passaporte dele. O senador suspendeu os trabalhos do colegiado, nesta quinta-feira (17), depois da confirmação da ausência do empresário apontado como um dos integrantes de um suposto “gabinete paralelo” de aconselhamento ao governo para ações de combate à pandemia de Covid-19.

Wizard havia sido convocado pelo colegiado, mas nem sequer respondia as solicitações enviadas pela comissão. Na quarta-feira (16), mesmo fora do Brasil, nos Estados Unidos, o empresário acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) e conseguiu um habeas corpus do ministro Luís Roberto Barroso, concedendo o direito para ele ficar calado caso comparecesse hoje à CPI. Diante da ausência do empresário, o presidente da CPI, Omar Aziz, se mostrou indignado.

“O que me espanta é um cidadão procurar um habeas corpus ao STF e ele não aparece. Então para que foi ao Supremo, se ele não vinha? O ministro Barroso tem muitos afazeres dentro do trabalho que ele tem dentro do tribunal. Concede um habeas corpus ao Carlos Wizard, mas o seu Carlos Wizard tem que entender que a Justiça brasileira tem outras coisas a fazer. É uma brincadeira”, criticou Aziz.

Caso Wizard não comparecesse, que já era cogitado pelo colegiado, os senadores tinham como segundo plano o depoimento do auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Alexandre Marques. Ele foi convocado para esclarecer um suposto “estudo paralelo” usado pelo presidente Jair Bolsonaro para questionar o número de mortes por covid-19 no Brasil no ano passado.

Marques, que também estava amparado por um habeas corpus parcial concedido pelo ministro Gilmar Mendes, ainda chegou a comparecer ao Senado hoje. Mas, não foi ouvido por conta da sessão do plenário do Senado, marcada para esta manhã, que vai votar a medida provisória que permite a privatização da Eletrobras (MP 1.031/2021).

Em nota, o TCU informou posteriormente que não é o autor do estudo e que o “documento refere-se a uma análise pessoal de um servidor do Tribunal compartilhada para discussão e não consta de quaisquer processos oficiais desta Casa”.