
A decisão da gestão do prefeito Augusto Ferraz de não realizar programação oficial de Carnaval em Iranduba ganhou novos contornos após relatos de bastidores apontarem apoio a eventos em Presidente Figueiredo.
Segundo fonte ouvida pela reportagem, o prefeito teria afirmado, em conversa reservada, que não promoveria o Carnaval no município após ter sido vaiado durante a festa de aniversário da cidade. A declaração atribuída a ele sugere que a decisão teria sido deliberada junto ao secretário municipal de Cultura, Moisés Lopes.
A fala, se confirmada, intensifica o debate sobre eventual motivação política ou pessoal na condução das políticas culturais do município.
Questionamentos sobre prioridades e recursos
Enquanto Iranduba ficou sem programação oficial de Carnaval, municípios vizinhos e a capital Manaus realizaram festas que movimentaram a economia local, geraram renda para ambulantes, artistas e comerciantes e promoveram lazer à população.
Paralelamente, informações divulgadas indicam que integrantes da gestão municipal teriam participado ou incentivado eventos esportivos e festividades em Presidente Figueiredo, incluindo um torneio de futebol com premiações expressivas.
Diante desse cenário, moradores passaram a questionar:
• Qual a prioridade da Secretaria de Cultura de Iranduba?
• Houve ou não aplicação de recursos públicos municipais fora do território do município?
• Qual o destino da verba da cultura prevista no orçamento?
Até o momento, não há detalhamento público sobre valores investidos, origem dos recursos ou critérios técnicos que justificariam eventual apoio institucional fora de Iranduba.
Clima político e possíveis projetos eleitorais
Nos bastidores, também circulam informações sobre movimentações políticas envolvendo a secretária de Saúde, Luana Ferraz, apontada como possível pré-candidata a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). A leitura feita por opositores é de que eventos e articulações regionais poderiam integrar uma estratégia de fortalecimento eleitoral.
A população, por sua vez, questiona o contraste simbólico: em pleno Carnaval, enquanto municípios promovem festas para seus moradores, o prefeito de Iranduba aparece associado a eventos em cidade vizinha.
Necessidade de esclarecimentos
Diante das declarações atribuídas e das informações divulgadas, cresce a cobrança por transparência:
• A decisão de não realizar o Carnaval foi técnica, orçamentária ou política?
• Houve utilização de verba pública municipal em eventos fora de Iranduba?
• Qual o planejamento cultural da gestão para 2026?
A Prefeitura de Iranduba e os citados ainda não se manifestaram oficialmente sobre as declarações atribuídas e os questionamentos levantados. O espaço permanece aberto para esclarecimentos, em respeito ao contraditório e à ampla defesa.


