Bomba no PL-AM: articulação de Rosses e Péricles ameaça rachar partido antes de 2026

Por: Redação

Manaus-A disputa interna que ameaça implodir o diretório amazonense do Partido Liberal (PL) tem nome, sobrenome e estratégia: segundo fontes de dentro da própria legenda, o vereador de Manaus Coronel Rosses PL seria o principal articulador da crise que opõe o grupo do ex-senador Alfredo Nascimento à ala bolsonarista. De acordo com interlocutores da sigla, Rosses estaria conduzindo os bastidores da ofensiva para derrubar Alfredo da presidência estadual do PL, usando o deputado federal Capitão Alberto Neto PL como “isca política” com orientação direta do deputado estadual Delegado Péricles PL, seu aliado e irmão.

A articulação ganhou corpo nas últimas semanas, com reuniões fora da agenda oficial em Brasília e movimentações internas no Amazonas. O objetivo: desestabilizar o grupo de Alfredo, inviabilizar a pré-candidatura da empresária Maria do Carmo ao governo estadual e tomar o controle do partido antes das eleições de 2026.

Plano em três frentes

Fontes ouvidas sob reserva relatam que Rosses estaria agindo em três frentes: incentivando a rebelião interna entre vereadores e lideranças municipais; instigando o confronto público entre Alberto Neto e Alfredo; e pressionando o diretório nacional com a ameaça de debandada em massa.

A figura de Alberto Neto, embora central no embate com Alfredo, seria parte de uma estratégia calculada. Segundo interlocutores do PL, ele estaria sendo usado como “isca de prestígio” por Rosses e Péricles, ambos com ambições eleitorais diretas: o primeiro quer disputar uma vaga na Câmara dos Deputados; o segundo tenta garantir a reeleição na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).

“Alberto aparece como a estrela do grupo, mas quem articula nos bastidores é Rosses. E quem orienta Rosses é o Péricles”, afirma uma fonte ligada ao diretório estadual.

Choque de ambições

A crise se acentuou após Alfredo Nascimento reafirmar que pretende disputar a Câmara Federal em 2026, enquanto aposta na empresária Maria do Carmo para o governo do Estado. O movimento foi interpretado por Rosses como um bloqueio direto ao seu próprio projeto de candidatura federal. A partir daí, começou a ofensiva interna, disfarçada de insatisfação “bolsonarista” com a condução do partido.

O discurso público gira em torno da rejeição ao nome de Maria do Carmo, que de fato não empolga as bases mais ideológicas do bolsonarismo local. Mas nos bastidores, a disputa é por espaço, comando e sobrevivência política.

Rosses, um dos vereadores mais ativos nas redes sociais, tem feito movimentações milimétricas: conversa com a base, se aproxima de grupos evangélicos, articula com vereadores de outros municípios e cultiva uma imagem de “renovação conservadora”. Ao mesmo tempo, adota um discurso de ruptura com o “velho comando”, mirando diretamente Alfredo.

Bolsonaro e Valdemar assistem de longe

Enquanto o caos se desenrola no Amazonas, a cúpula nacional do PL adota postura de silêncio estratégico. Jair Bolsonaro não quer entrar diretamente no conflito, evitando um embate com Valdemar Costa Neto, que mantém lealdade a Alfredo. Mas esse silêncio tem sido interpretado por Rosses e seus aliados como sinal verde para avançar.

Fontes próximas a Valdemar afirmam que ele acompanha a situação, mas ainda não decidiu se intervirá. O temor no diretório nacional é de que o conflito escale a ponto de fragmentar o partido em um dos principais colégios eleitorais da região Norte, Valdemar tem plena confiança em Alfredo e Bolsonaro em Alberto Neto.

Risco real de racha

A leitura de analistas locais é clara: se a crise não for contida, o PL entrará em 2026 dividido. De um lado, Alfredo e Maria do Carmo; do outro, o trio Rosses-Péricles-Alberto, possivelmente disputando chapas separadas. Essa divisão pode abrir caminho para partidos como Republicanos e Progressistas atraírem o eleitorado conservador amazonense  especialmente no interior, onde o PL sempre teve dificuldade de manter coesão.

Enquanto isso, aliados históricos do partido, como o vereador Sargento Salazar que já ameaçou deixar o partido, o pião Vereador Carpê que está mais preocupado com seu cabelo e sobrancelhas não apita muito na disputa, Maciel que sonha em ser prefeito de Itacoatiara e Débora a deputada que caiu no buraco de Alice no país das maravilhas ficam distantes do embate.

Cenário político no PL-AM: bastidores expostos

• Rosses: apontado como o principal articulador da crise interna; quer disputar vaga na Câmara Federal.
• Delegado Péricles: orienta os bastidores; busca reeleição à ALE-AM.
• Capitão Alberto Neto: pré-candidato ao Senado, aparece como liderança pública do grupo, mas estaria sendo instrumentalizado na disputa interna.
• Alfredo Nascimento: quer manter o comando do partido e voltar à Câmara dos Deputados; lançou Maria do Carmo como pré-candidata ao governo.
• Maria do Carmo: alvo principal do grupo dissidente; vista como “peão” no xadrez de Alfredo.
• Cúpula nacional do PL: adota silêncio tático, mas pode ser forçada a intervir.

Observação: Amanhã soltaremos áudios e discussões quentes dentro do PL uma guerra “sangrenta “ pelo poder que você precisa saber…..