
Por: Redação
Manaus- O ambiente acadêmico da Fametro (Faculdade Metropolitana de Manaus) tem sido palco de tensão e insatisfação entre alunos, professores e funcionários. O motivo? A reitora da instituição, Maria do Carmo Seffair PL, estaria utilizando a estrutura da faculdade para promover sua imagem de forma sistemática, em possível campanha antecipada visando as eleições estaduais de 2026.
O portal OAbutre teve acesso a denúncias feitas por alunos e colaboradores da Fametro que apontam um suposto desvirtuamento da função educacional da faculdade, com o uso de seus recursos, eventos e canais de comunicação como plataforma para impulsionar a pré-candidatura de Maria do Carmo ao governo do Estado do Amazonas.
“Ela está visitando mais as unidades, fazendo questão de aparecer, sendo mais cuidadosa com os detalhes e divulgando amplamente ações e programas sociais ligados à Fametro. Todo mundo sabe que isso não é coincidência: é campanha para 2026”, relata um aluno do curso de Direito.
As denúncias revelam ainda um suposto clima de perseguição interna, com professores e diretores sendo pressionados a apoiar a movimentação política da reitora. Segundo os relatos, aqueles que se opõem ou se recusam a participar das estratégias de promoção institucional são punidos com advertências, assédio moral e até demissões.
“Quem não concorda ou não demonstra apoio acaba sendo desligado. Professores com anos de casa foram mandados embora sem justificativa clara. Diretores vivem sob pressão”, afirma uma funcionária administrativa da instituição, que também pediu anonimato por medo de retaliações.
Veja o Vídeo de quem desafia a reitora:
Campanha institucional ou propaganda eleitoral?
Fotos no transporte público:

A reportagem analisou publicações recentes feitas por perfis oficiais e secundários ligados à Fametro e à própria Maria do Carmo. Os conteúdos mostram ações sociais, eventos educacionais e visitas a comunidades sempre com ênfase na imagem da reitora, exaltando seu “compromisso social”, “liderança transformadora” e “história de superação”. O tom e a frequência das publicações levantam suspeitas sobre o caráter dessas ações: estariam sendo usadas como vitrine para um projeto eleitoral?
Veja o empenho da pré-Candidata:
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A legislação brasileira proíbe propaganda eleitoral antes do período oficial de campanha (que, para 2026, se inicia apenas em 16 de agosto do ano eleitoral). Embora a pré-campanha permita declarações de intenção de candidatura, o uso de instituições privadas para impulsionar a imagem de forma disfarçada pode configurar abuso de poder econômico e campanha antecipada, passíveis de punição pela Justiça Eleitoral.
Além disso, o ambiente de coação dentro da instituição pode levantar elementos para uma eventual investigação por assédio institucional e violação à liberdade de pensamento e expressão no ambiente educacional.
O que dizem os órgãos de controle?
O Ministério Público Eleitoral pode ser provocado a apurar os indícios de irregularidades, caso os relatos sejam formalmente apresentados. Caso se comprove que há uso da estrutura da Fametro para fins eleitorais ou perseguição política, Maria do Carmo poderá responder por infrações eleitorais e administrativas.
O outro lado
A reportagem tentou contato com a assessoria da Fametro e da reitora Maria do Carmo, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.


