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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Alfredo Nascimento chama projeto eleitoral de “aventura”, admite prejuízos ao PL e expõe desgaste após derrota de Maria do Carmo e Alberto Neto

O presidente estadual do Partido Liberal (PL) no Amazonas, Alfredo Nascimento, fez declarações que expõem o desgaste interno da legenda após o resultado das eleições de 2026. Em entrevista a um programa local, o dirigente reconheceu que o partido enfrentou prejuízos políticos e financeiros com decisões eleitorais e criticou a falta de planejamento em projetos que consumiram recursos e estrutura partidária sem alcançar o resultado esperado.

Ao comentar a participação do PL no último processo eleitoral, Alfredo classificou como uma “aventura” a estratégia envolvendo candidaturas que, segundo sua avaliação, não tiveram sustentação política suficiente. O dirigente também reconheceu que o partido gastou recursos e acumulou prejuízos, colocando em discussão a maneira como a legenda conduziu suas apostas eleitorais.

As declarações repercutem especialmente por envolverem o projeto político de Maria do Carmo, candidata do PL ao Governo do Amazonas, e do deputado federal Capitão Alberto Neto, que disputou uma vaga no Senado. Ambos integraram a estratégia eleitoral da legenda, que agora enfrenta questionamentos sobre os resultados alcançados e o destino dos recursos empregados na campanha.

Alfredo também demonstrou insatisfação com a movimentação antecipada de Alberto Neto em torno de uma possível candidatura à Prefeitura de Manaus em 2028. O presidente estadual relatou ter questionado o parlamentar sobre a antecipação desse debate, enquanto o partido ainda precisava avaliar os resultados e as consequências da campanha de 2026.

O episódio revela uma discussão interna sobre prioridades, planejamento e responsabilidade política na utilização dos recursos partidários. Para Alfredo Nascimento, o PL precisa reorganizar sua estrutura, fortalecer suas bases municipais e evitar novas apostas eleitorais sem articulação e viabilidade política.

A declaração do presidente estadual coloca em evidência uma questão incômoda para a direção do partido: depois de investir recursos, estrutura e capital político em um projeto eleitoral que terminou sem o resultado esperado, quem responderá pelos erros de estratégia?

No Amazonas, a fala de Alfredo abre espaço para novos questionamentos sobre o futuro do PL, a relação entre suas principais lideranças e a construção das próximas candidaturas.