
Acadêmicos de Niterói faz homenagem a Lula e leva palhaço Bozo para Carnaval no Rio
Na abertura do Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Acadêmicos de Niterói não poupou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante seu desfile na Marquês de Sapucaí, realizado na noite deste domingo (15). Com um enredo que celebra a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a escola trouxe à avenida uma série de alegorias que geraram polêmica e repercussão.
O ponto alto da apresentação foi a alegoria que retratou Bolsonaro como o palhaço Bozo, uma figura que simboliza a crítica à sua gestão. Vestido com um uniforme listrado reminiscentes de presidiários e adornado com uma tornozeleira eletrônica sinalizando violação, o personagem gerou aplausos e vaias do público, refletindo a polarização política atual. A alegoria, batizada de “Pirâmide”, faz parte de um conjunto cenográfico que narra a história política e pessoal de Lula, destacando momentos significativos de sua trajetória.
A presença de Lula no desfile foi um marco, já que o presidente assistiu à apresentação de perto, cercado por apoiadores e convidados. A Acadêmicos de Niterói, que busca se posicionar como uma voz ativa na cena política brasileira, utilizou o Carnaval como plataforma para abordar temas relevantes e contemporâneos, estimulando discussões sobre o cenário político nacional.
A repercussão nas redes sociais não demorou a chegar, com internautas expressando opiniões divergentes sobre a representação de Bolsonaro e a homenagem a Lula. Enquanto apoiadores do atual presidente celebraram a crítica, opositores lamentaram a politicagem em um evento que tradicionalmente é uma festa de celebração e união.
O desfile da Acadêmicos de Niterói, portanto, não apenas marcou o início do Carnaval, mas também se tornou um reflexo das tensões políticas que permeiam o Brasil, mostrando que a arte e a cultura podem ser poderosas ferramentas de crítica e reflexão social.


