A intimidade que incomoda: comentários em off sobre Moisés e Ferraz crescem nos bastidores em Iranduba

A política de Iranduba vive um fenômeno incomum e comentado em todos os setores da administração: a influência desproporcional do secretário de Cultura, Moisés Lopes, sobre o prefeito Augusto Ferraz. De acordo com relatos internos, denúncias e cenas registradas em vídeo, Moisés deixou de ser apenas um auxiliar de governo para se tornar, na prática, o homem mais poderoso da prefeitura, com autoridade que ultrapassa a do próprio chefe do Executivo.

O conselheiro tutelar que virou “dono da prefeitura”

Moisés Lopes iniciou sua trajetória pública como conselheiro tutelar, levando uma vida simples e discreta. Entretanto, nos bastidores, sua ascensão foi rápida e silenciosa. Ao assumir a Secretaria de Cultura, consolidou uma presença cada vez mais forte no gabinete do prefeito, até se transformar no principal conselheiro, articulador e, segundo fontes internas, o verdadeiro controlador das decisões políticas e administrativas do município.

Hoje, Moisés é visto como alguém que centraliza informações, controla agendas, interfere em nomeações, dá ordens diretas a secretários e funciona como uma espécie de filtro: “só fala com o prefeito quem ele deixa”, relatam servidores.

Poder acima da cadeira do prefeito

O episódio mais simbólico dessa influência ocorreu recentemente, quando um vídeo registrou Moisés puxando a orelha, chamando atenção e ralhando com o próprio prefeito Augusto Ferraz, em plena frente de câmeras, durante evento oficial. A cena, amplamente comentada na cidade, chocou pela naturalidade com que o secretário tratou o gestor municipal como se estivesse repreendendo um subordinado.

Para muitos dentro da prefeitura, esse comportamento só é possível porque Moisés possui liberdade total e um nível de intimidade que supera qualquer relação institucional. Há relatos de que sua autoridade é tão consolidada que secretários, assessores e até a primeira-dama demonstram incômodo, pois percebem que Ferraz responde mais às orientações de Moisés do que às estruturas formais do governo.

O luxo que acompanha o poder

A mudança no padrão de vida de Moisés também chama atenção. Mesmo com um salário aproximado de R$ 12 mil, ele hoje circula com carros de luxo, mora em mansão e acumula bens que despertam questionamentos sobre a origem do patrimônio. Essa transformação repentina alimenta os debates sobre o poder político e financeiro que ele teria acumulado dentro da gestão.

O caso do lixão expõe o poder real

Durante a reportagem da TV Norte, sobre o projeto do lixão municipal que possui recursos disponíveis, mas segue sem projeto técnico —, Moisés voltou a protagonizar cenas de autoridade excessiva. Enquanto Ferraz tentava explicar a situação aos jornalistas, o secretário se impôs diante das câmeras, com gestos e postura considerados arrogantes, reforçando a percepção de que ele atua como um verdadeiro mandatário do município, com carta branca para interferir em qualquer circunstância.

Note o comportamento de Moisés no vídeo abaixo:

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Bastidores prometem revelações

Denúncias antigas relacionadas à época em que Moisés era conselheiro tutelar estão chegando à redação do Alerta AM e devem trazer novos capítulos sobre sua trajetória e sua influência. Os relatos prometem expor comportamentos e possíveis irregularidades do secretário, cuja imagem pública parece se afastar cada vez mais da função que ocupa e avançar para o papel de mentor, controlador e até “chefe” do prefeito. Moisés se refere na intimidade ao prefeito como “ Painho” e Ferraz a Moisés como Momo”

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O “chefe do Ferraz”

Nos corredores da prefeitura, o apelido que ecoa já diz tudo:
“Moisés é o chefe do Ferraz.”

Veja o momento em que Moisés puxa a orelha do prefeito em uma live ao vivo:

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A frase reflete a percepção crescente de que o prefeito perdeu o controle político de sua própria gestão, enquanto Moisés Lopes, de maneira silenciosa e estratégica, se tornou o homem mais influente do governo de Iranduba um poder que agora começa a ser questionado pela população, pela imprensa e por membros da própria administração.