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quarta-feira, 18 de março de 2026

Investigação: perito da Polícia Civil é colocado em liberdade após colaborar com diligências

O perito da Polícia Civil, que havia sido preso temporariamente durante a operação, foi colocado em liberdade na tarde desta terça-feira (29/07), após prestar depoimento e colaborar com as investigações. A informação foi confirmada pelo promotor de Justiça Armando Gurgel.

Segundo o promotor, a prisão temporária foi fundamental para garantir o êxito de diligências sensíveis e necessárias ao andamento da apuração. “A prisão temporária tem justamente essa função: permitir que sejam realizadas diligências que exigem o afastamento do investigado, em um ambiente de custódia controlada. Essas medidas foram executadas com sucesso e houve significativa colaboração por parte do perito, o que fez cessar o interesse da manutenção da custódia”, explicou.

Os oitos PMs continuam sob custódia.

Sobre a Operação Militia

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (PROCEAP), deflagrou na manhã desta terça-feira, 29 de julho, a Operação “Milícia”. A ação visa desarticular um grupo de policiais militares e civis suspeitos de integrar uma milícia envolvida em crimes de roubo e extorsão. Até o momento, a operação resultou em prisões e apreensões.

A PROCEAP da 60ª Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial confirmou que oito policiais militares foram presos preventivamente e um perito criminalista da Polícia Civil teve a prisão temporária decretada.

De acordo com nota emitida pela assessoria de imprensa do MPAM, a investigação aponta para a atuação de militares e civis que, supostamente, formavam uma milícia dedicada a práticas criminosas.

Além dos mandados de prisão, a operação está cumprindo 16 mandados de busca e apreensão e quatro de busca veicular, totalizando 32 mandados. Os promotores responsáveis apresentaram mais detalhes durante uma coletiva de imprensa no auditório Bandeira de Araújo, sede do MP.

As investigações tiveram início após um incidente em 14 de fevereiro deste ano, no bairro Manoa, onde a primeira abordagem criminosa foi registrada. Os suspeitos, conforme apurado, utilizavam carros particulares com placas frias para abordar as vítimas.