Urgente! Professores de Manaus protestam contra reajuste salarial de 5,48 porcento enviado por David Almeida à Câmara

Por: Redação

Manaus- Sindicato afirma que proposta foi rejeitada em assembleia e acusa prefeitura de autoritarismo; categoria exige 10% de reajuste

Manaus- Professores da rede municipal de ensino iniciaram uma mobilização urgente quarta-feira (4/6), após a Prefeitura de Manaus encaminhar à Câmara Municipal de Manaus (CMM) um projeto de lei (PL) que prevê reajuste salarial de 5,48% para a categoria. A medida gerou indignação entre os servidores da educação, que consideram o índice insuficiente para repor as perdas inflacionárias e acusam o prefeito David Almeida (Avante) de agir de forma “arbitrária e autoritária”.

Veja o Vídeo abaixo:

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A mobilização foi convocada pelo AsproSindical, sindicato que representa os professores da Secretaria Municipal de Educação (SEMED). Segundo a entidade, o percentual proposto pela prefeitura foi rejeitado em assembleia geral no dia 31 de maio, e o envio do projeto à Câmara sem novo diálogo com os trabalhadores foi visto como um desrespeito à mesa de negociação.

“A proposta de 5,48% sequer cobre a inflação acumulada no período. É inadmissível que o prefeito ignore a decisão soberana da categoria e tente aprovar esse reajuste à força, sem negociação”, afirmou em nota a diretoria do sindicato.

O sindicato exige um reajuste de 10%, com base em perdas salariais acumuladas e na valorização do magistério. Ainda de acordo com os representantes da categoria, a prefeitura teria interrompido unilateralmente as tratativas e optado por apresentar diretamente a proposta ao Legislativo.

Professores vão à Câmara tentar barrar votação

Diante do envio do projeto de lei, a diretoria do AsproSindical se dirigiu à Câmara Municipal para acompanhar a tramitação e pressionar os vereadores a não votarem o texto até que haja retomada das negociações. Professores foram convocados a irem presencialmente à sede do Legislativo para reforçar o movimento.

O sindicato teme que o PL seja votado em regime de urgência, sem o devido debate com a sociedade e sem considerar as demandas dos educadores.

“A luta continua. Nossa reivindicação é justa e precisa ser ouvida. Não aceitaremos reajuste abaixo da inflação”, afirmou um dos líderes do movimento durante o ato em frente à CMM.