
Por: Redação
Obras abandonadas, furtos e descaso: a herança da gestão David Almeida em Manaus
MANAUS- A Unidade Básica de Saúde (UBS) do Monte das Oliveiras, na zona Norte da capital, foi mais uma vítima da combinação explosiva entre descaso público e insegurança urbana. Com obras atrasadas há meses, o local foi invadido e saqueado por criminosos, que levaram materiais de construção. O que era para ser um espaço de cuidado e atendimento virou símbolo de abandono mais um entre tantos na gestão do prefeito David Almeida (Avante).
Iniciada em abril de 2024, a obra da UBS tinha previsão de entrega em dezembro do mesmo ano, com custo estimado em R$ 5,4 milhões. Em vez de ser inaugurada, virou alvo fácil para criminosos devido ao abandono. A denúncia foi feita pelo vereador Sargento Salazar (PL), que afirmou ter sido impedido de fiscalizar a obra.
Abandono como política pública
Infelizmente, esse não é um caso isolado. Sob a gestão de David Almeida, obras públicas paralisadas principalmente nas áreas de saúde, educação e infraestrutura têm se acumulado. Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) revelam que mais de 140 obras estão paradas no Amazonas, sendo várias em Manaus, com um investimento superior a R$ 62 milhões.
Além da UBS do Monte das Oliveiras, o cenário de abandono se repete em outras unidades básicas, escolas e centros comunitários. E o padrão é sempre o mesmo: promessa de entrega, placa na fachada, orçamento milionário e, meses depois, canteiros de obras desativados, estruturas deterioradas e nenhuma explicação oficial.
Cúmplice da própria omissão
A resposta da Prefeitura, por meio de notas técnicas e explicações burocráticas, tenta sempre empurrar a responsabilidade para terceiros. Quando questionado sobre segurança patrimonial das unidades de saúde, o Executivo municipal diz que ela é responsabilidade de consórcios contratados. Mas a verdade é que o prefeito David Almeida tem falhado em fiscalizar, cobrar, entregar e proteger as obras sob sua gestão.
Faltam resultados. Falta transparência. Falta compromisso. Enquanto isso, a população segue sem acesso a serviços essenciais, como saúde, educação e infraestrutura básica.
Obras abandonadas viram alvos fáceis para criminosos
Sem vigilância adequada, os canteiros de obras abandonados viram esconderijos para usuários de drogas, alvos de furtos e espaços perigosos para moradores próximos. Em abril de 2023, três UBSs da capital foram invadidas e vandalizadas em apenas dois dias, gerando prejuízos e interrompendo atendimentos. Em vez de prevenir, a Prefeitura assiste passivamente ao colapso da própria rede de serviços.
A pergunta que se impõe é: quantas UBSs precisarão ser saqueadas, quantas escolas invadidas, quantos prédios públicos depredados até o prefeito David Almeida agir?
Promessa não é obra concluída
Em sua comunicação oficial, a Prefeitura costuma destacar “entregas” e inaugurações. Segundo o próprio site da administração, foram “quase 80 entregas em três meses” mas boa parte dessas ações são reformas superficiais, reinaugurações e pinturas de fachada. Enquanto isso, obras fundamentais para a população, como a UBS do Monte das Oliveiras, continuam paradas e invisíveis nos canais de comunicação da prefeitura.
Assista vídeo abaixo:
A verdade é que David Almeida tem investido mais em marketing do que em gestão. E as consequências desse desequilíbrio já começam a ser vistas nas ruas não só na forma de estruturas inacabadas, mas também na insegurança e no sofrimento das comunidades que esperam por atendimento.
Quantas obras mais precisarão ser saqueadas até que o prefeito acorde para a realidade da cidade que governa?
Vídeo: A realidade do atual prefeito é vice:


