
Por: Redação
Manaus- Em meio à urgência de integração e desenvolvimento da Região Norte, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tem adotado uma postura cada vez mais distante dos anseios da população amazonense. Em especial, sua resistência sistemática à pavimentação da BR-319 única via terrestre que liga Manaus a Porto Velho levanta sérias dúvidas sobre a quem, de fato, Marina tem servido: aos brasileiros da floresta ou aos interesses das ONGs internacionais?
Enquanto milhares de famílias do Amazonas seguem isoladas e economicamente sufocadas pela ausência de infraestrutura, Marina mantém um discurso ambientalista rígido, quase dogmático, que emperra qualquer avanço em direção ao desenvolvimento sustentável da região. Sob sua influência, o Ministério do Meio Ambiente tem dificultado o licenciamento da obra da BR-319, mesmo diante de estudos técnicos, audiências públicas e apelos da bancada federal do estado.
Ligação com ONGs estrangeiras
As críticas se intensificaram após vir a público que a ministra ocupa posição de conselheira honorária no Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), organização investigada pela CPI das ONGs por suposto recebimento de recursos estrangeiros. Além disso, ONGs como o Observatório do Clima, que entraram com ações judiciais contra a BR-319, são financiadas por fundações como a Open Society, do bilionário George Soros, e pela WWF, ambas com histórico de atuação política sobre a Amazônia.
O senador Plínio Valério (PSDB-AM) chegou a dizer que Marina “trabalha para ONGs como uma marionete” e que “as decisões sobre a BR-319 não são técnicas, são ideológicas”. Para ele, a ministra está mais preocupada em manter sua imagem internacional como ícone do ambientalismo do que em resolver os problemas reais do povo da Amazônia.
Promessas ignoradas, isolamento mantido
Em campanha, o presidente Lula prometeu reavaliar a BR-319 e ouvir os amazonenses. No entanto, com Marina no comando da pasta ambiental, o projeto continua paralisado, enquanto o isolamento logístico da região impede o escoamento de produção, encarece o custo de vida e acentua desigualdades.
A pavimentação da BR-319 é vista por muitos como a chave para a integração econômica, social e até mesmo sanitária da região com impactos diretos em educação, saúde e segurança alimentar. Ainda assim, sob o discurso de “preservação”, o governo tem, na prática, ignorado os direitos básicos de milhões de brasileiros que vivem na floresta.
Ao manter-se irredutível frente à pavimentação da BR-319 e ao se associar a entidades com interesses estrangeiros na Amazônia, Marina Silva se afasta cada vez mais da realidade dos amazonenses. Seu ambientalismo, embora embasado em ideais nobres, torna-se um instrumento de exclusão e estagnação quando usado como escudo para impedir o desenvolvimento sustentável da região.
O povo do Amazonas quer preservar, sim mas também quer viver com dignidade, circular com liberdade e crescer com soberania. E isso, infelizmente, parece não fazer parte da agenda da ministra Marina Silva.


