Wilson Lima apoia e indicará Vice na chapa de Maria do Carmo, Joana Dark e Alessandra Campelo disputam a preferência

Por: Redação

Manaus- A disputa pelo comando do Amazonas em 2026 começa a se desenhar com força nos bastidores. A empresária e professora Maria do Carmo Seffair, atualmente no Partido Liberal (PL), surge como nome favorito à sucessão de Wilson Lima (União Brasil), que, segundo fontes ligadas ao governo, Lima já teria batido o martelo em seu apoio à pré-candidatura de Carmo. O movimento teria contado com o aval direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, após a participação de Lima no ato da Avenida Paulista, em fevereiro deste ano, pedindo anistia aos presos do 8 de janeiro.

A presença pública de Wilson no evento ao lado de Bolsonaro selou sua posição como articulador político do bolsonarismo no Amazonas, e sua missão agora é garantir a continuidade de seu grupo no poder por meio de uma candidatura que una perfil técnico, discurso conservador e lealdade ideológica.

Maria do Carmo: empresária conservadora, agora com musculatura política no interior

Maria do Carmo é conhecida em Manaus por sua atuação na educação privada e por seu discurso focado em “gestão eficiente” e responsabilidade fiscal. No entanto, sua imagem ainda é fraca ou praticamente desconhecida no interior do Amazonas, onde o eleitorado é fortemente influenciado por redes de prefeitos, vereadores e lideranças regionais.

Nesse contexto, o apoio de Wilson Lima funciona como uma injeção direta de capital político nos municípios. Com forte estrutura montada ao longo de seus dois mandatos e alianças consolidadas em dezenas de prefeituras, o governador tem poder de transferir apoio e garantir palanque para sua sucessora em potencial. Maria do Carmo, assim, pula etapas importantes de construção territorial, beneficiando-se de um arcabouço político já existente.

Joana Darc ou Alessandra Campêlo: vice será peça estratégica na montagem da chapa

Dois nomes circulam como opção de vice na chapa liderada por Maria do Carmo: Joana Darc (União Brasil) e Alessandra Campêlo (Podemos). Ambas são parlamentares experientes e com perfis complementares à candidatura principal.

Joana Darc representa o voto jovem, popular e militante, com forte atuação nas redes sociais e pautas de proteção animal. Já Alessandra Campêlo carrega consigo o know-how de articulação política e grande inserção no interior do estado o que pode compensar as fragilidades de Maria do Carmo fora da capital.

Wilson Lima: transição com blindagem e plano para 2026

A aposta em Maria do Carmo representa para Wilson Lima mais do que um gesto de continuidade: é também uma manobra de blindagem política. Ao apostar numa sucessora alinhada, ele preserva espaço e influência no futuro governo, além de manter vivo seu projeto político seja para o Senado ou para a próxima eleição para a prefeitura de Manaus em 2028.

Nos bastidores, é consenso que o governador quer sair do cargo entregando o bastão a alguém que garanta estabilidade à sua base e não permita a ascensão de adversários que possam revirar contratos, alianças e estruturas montadas nos últimos oito anos de deixar o governo hoje o vice governador Tadeu de Sousa projeto e soldado de David Almeida assumi e prejudica seus planos já que declarou que não deixará o cargo e que vai até o fim.

Bolsonaro monitora e avaliza o movimento

Fontes do PL confirmam que Jair Bolsonaro acompanha de perto as movimentações no Amazonas, e autorizou o apoio de Wilson Lima a Maria do Carmo, desde que ela represente com fidelidade os valores do bolsonarismo. Com isso, o Amazonas entra no radar da disputa nacional de 2026 como um dos estados-chave para a formação de palanques do PL em todo o país.

O movimento também envia um recado claro: o PL quer protagonismo na Amazônia, com nomes de confiança e controle direto da narrativa eleitoral.

O apoio de Wilson Lima dá estrutura à outsider para Maria do Carmo

Maria do Carmo entra oficialmente no jogo político como uma pré-candidata com apoio do governador, benção de Bolsonaro e potencial de composição com figuras fortes da Assembleia Legislativa. Embora sem histórico eleitoral robusto e ainda pouco conhecida no interior, ela ganha musculatura com a máquina estadual e as alianças herdadas de Wilson Lima, o que a transforma em uma candidata altamente competitiva.