O Ápice e declínio do futebol Amazonense na gestão de Rozenha

Por: Elson Santos

Manaus- Da Copa do Brasil aos campeonatos esvaziados: a trajetória controversa da FAF sob o comando de Ednailson Rozenha

Manaus- A gestão de Ednailson Rozenha à frente da Federação Amazonense de Futebol (FAF) foi marcada por contrastes. De um lado, o futebol local ganhou projeção nacional com boas campanhas de clubes como o Amazonas FC e o Manaus FC. De outro, a base foi negligenciada, os campeonatos estaduais perderam relevância, e denúncias sobre má gestão e favorecimentos passaram a manchar o legado do dirigente.

O ápice: clubes na elite e vitórias simbólicas

Durante a primeira metade de sua gestão, Rozenha conseguiu devolver visibilidade ao futebol amazonense. O Manaus FC disputou a Série C do Campeonato Brasileiro com destaque, e o Amazonas FC conquistou o acesso à Série B em 2023, colocando o estado novamente em rota de protagonismo nacional.

Com transmissões mais frequentes, apoio pontual do governo estadual e a chegada de investidores, houve uma promessa de profissionalização e modernização. A FAF passou a investir em arbitragem, cursos de capacitação e tentou renovar a imagem do futebol local, então historicamente marcado por amadorismo e conflitos políticos.

O declínio: esvaziamento, denúncias e falta de transparência

Mas os sinais de declínio não demoraram a aparecer. A credibilidade da FAF foi posta em xeque com denúncias de favorecimento a determinados clubes, falta de transparência nos critérios de arbitragem e distribuição de recursos de competições como a Copa Verde.

Campeonatos estaduais começaram a perder apelo de público e de mídia, com jogos esvaziados, estádios mal estruturados e ausência de calendário de base. As categorias sub-17 e sub-20 passaram a ter torneios curtos e mal organizados, o que comprometeu a revelação de talentos locais.

Além disso, críticas à centralização de decisões e à postura autoritária de Rozenha começaram a vir não só de clubes menores, mas também de ex-dirigentes e profissionais de imprensa.

A imagem pública em desgaste

Apesar de manter um discurso articulado e midiático, Rozenha passou a ser associado mais à política do que ao futebol. Suas alianças com setores do governo e com empresários próximos a clubes específicos levantaram suspeitas sobre a real independência da FAF. Acusações de uso político da federação para fins pessoais também contribuíram para o desgaste.

O futuro incerto do futebol amazonense

O futebol do Amazonas vive hoje um paradoxo: alguns clubes estão estruturados e crescendo, mas o sistema em torno deles está enfraquecido. Sem uma base sólida, a ascensão pode ser passageira.

A gestão Rozenha, que começou com promessas de renovação, termina marcada por um ciclo de desgaste institucional, exclusão de clubes tradicionais e fragilidade estrutural. Resta saber se a próxima administração será capaz de restaurar a confiança, democratizar o futebol local e reconstruir a base necessária para sustentar o futuro da modalidade no estado.

A gota d’água que revela a falta de preparo do gestor, Manaus está fora da copa do mundo feminino de futebol. isso porque temos um vice-presidente da (CBF)