
Na contramão de tudo que prega aos gestores dos municípios e ao governo sobre austeridade financeira, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), vai contratar uma empresa de comunicação para, segundo o presidente do órgão conselheiro Érico Desterro, dar suporte a Diretoria de Comunicação Social do órgão a (Dircom), que está sobrecarregada.
Segundo o edital publicado pelo órgão, a empresa interessada precisar ser especializada no serviço de gerenciamento de atividades de apoio administrativo/operacional na área de Jornalismo e Assessoria de Comunicação Social, para operacionalizar sua estratégia de comunicação interna e externa, incluindo atividades de redação, edição e revisão de textos, produção de conteúdo em diversos formatos (fotografia, vídeo, livros, postagens para redes sociais, entre outros) e para diversas mídias (televisão, rádio, internet e meios impressos), elaboração e implementação de campanhas de comunicação institucional, entre outras.

A entrega de propostas começou nesta terça-feira (28) e a abertura de propostas é no dia 10 de abril até 10h (horário de Brasília).
O que chama atenção nesta contratação do TCE-AM é que o órgão não deve apresentar o valor estimado que será destinado ao serviço, o que foi caracterizado pelo presidente Érico Desterro como um ‘orçamento sigiloso’, muito parecido com algo como ‘orçamento secreto’, muito criticado por Ele durante sua posse.

“No intuito de assegurar a maior economicidade e garantia de preço, o edital deverá seguir com as regras do orçamento sigiloso, nos termos do art. 15 do Decreto Federal nº 10.024/2019, assegurando acesso aos órgãos de controle”, destaca o Tribunal no edital.
A pergunta que fica no ar… quem vai fiscalizar os gastos de quem fiscaliza os gastos públicos?


