Desdobramentos do ‘Caso Flávio’ voltam a assombrar campanha política de Arthur Neto

O julgamento do ‘Caso Flávio’ tem repercutido de forma negativa no campo político para o pré-candidato ao Senado pelo Amazonas, Arthur Virgílio Neto (PSDB). Isto porque os dois enteados dele, os irmãos Alejandro e Paola Valeiko são acusados do homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues, ocorrido em setembro de 2019, e deveriam ter sido interrogados nesta terça-feira (28), porém, a audiência de instrução foi adiada pela quarta vez.

Alejandro e Paola são filhos de Elizabeth Valeiko, esposa de Arthur Neto, e são réus no caso porque no dia em que Flávio foi assassinado ele estaria em uma suposta festa na casa de Alejandro Valeiko. Apesar da ligação dos enteados com o caso, Arthur tem optado pelo silêncio desde que o escândalo veio à tona, e tenta, de todas as formas, evitar o assunto.

A postura dele foi criticada, inclusive, pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) recentemente. Omar afirma que Arthur é oportunista e se contradiz em suas falas, isto porque, segundo Aziz, Arthur havia enviado mensagem de pêsames ao cantor Roberto Carlos, pela morte do seu filho, mas ignorou a dor da mãe do engenheiro Flávio Rodrigues, a quem nunca prestou solidariedade publicamente.

Ainda segundo Aziz, Arthur não só não se solidarizou com a família enlutada como também acusou o engenheiro Flávio de ser traficante. “Ele fez um post dizendo sobre a dor de perder um filho e se solidarizando com o Roberto Carlos. Eu também me solidarizo. Só não vi ele fazendo este post para a mãe do Flávio… Ele tinha que ter feito isso antes, quando acusou o engenheiro Flavio de ser traficante ao invés de se solidarizar com a mãe que tinha perdido o filho”, disse.

Apesar de tentar abafar o caso, sempre que os desdobramentos do Caso Flávio vêm à tona, Arthur Neto vira pauta negativa no campo político. Ele, que pretende concorrer a única vaga no Senado nas próximas eleições, hoje, se vê em “maus lençóis” para construir sua campanha política.

Adiamento

Nesta terça seriam os interrogatórios dos réus Alejandro Molina Valeiko e Paola Molina Valeiko, enteados de Arthur Neto; José Edvandro Martins de Souza Júnior; e Mayc Vinícius Parede. Também iriam depor oito testemunhas de defesa, que não compareceram na última audiência e restam ser ouvidas.

Porém, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o juiz Celso de Paula, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, suspendeu a audiência de instrução, e uma nova audiência foi reagendada para os dias 25 e 26 de outubro.