
O líder do Movimento Conservador do Amazonas, Sérgio Kruke, declarou recentemente que “mostrar a verdade não é ataque, é constatação de um fato”. Para quem não conhece, Kruke foi candidato a vereador de Manaus no pleito de 2020. Ele, que já foi denunciado por ameaça contra a ex-mulher, Kássia Fernanda Pinto da Costa, foi enquadrado na Lei Maria da Penha e teve que cumprir medidas protetivas previstas na legislação.
Em 2018, Sérgio Kruke foi denunciado ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) por ameaças à ex-mulher Kássia, com quem tem duas filhas. O procedimento foi instaurado por conta de um Boletim de Ocorrência feito pela ex-mulher dele, em 2017. Na época, eles estavam separados há dois anos, e segundo Kásssia, ele a ameaçava sempre que ela tentava ver as filhas. A filha menor, inclusive, havia relatado que o pai era agressivo. As informações constam no B.O.

No inquérito civil, instaurado após a denúncia, há um relato detalhado da ameaça sofrida pela ex-mulher de Kruke. “No dia 14 de outubro de 2017, por volta das 00h30, na avenida Coronel Sábio Belota, bairro Novo Aleixo, nesta cidade, o denunciado Sérgio Roberto Kruke da Costa, após uma discussão sobre a filha do casal, ameaçou a integridade física da sua ex-companheira, Kássia Fernanda Pinto da Consta, dizendo que iria lhe ‘dar porrada’”, diz trecho da denúncia.
O procedimento é assinado pela promotora de Justiça, Elis Helena de Souza Nobile, que na época requereu medidas protetivas de urgência que obrigam o agressor e medidas protetivas de urgência à ofendida, na forma dos artigos 22, III e IV, da Lei Maria da Penha.

Por conta desse episódio, Sérgio Kruke teve que responder pelo crime de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penal. O crime consiste em “ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave”, cuja pena é detenção de um a seis meses, ou multa.
Atualmente, Sérgio Kruke tenta posar de “bom moço” à frente do Movimento Conservador do Amazonas, e diz ser defensor da “família, da pátria e da fé”, mas o passado dele não pode ser esquecido. Apoiador fervoroso do governo Bolsonaro, ele também é braço direito do coronel Alfredo Menezes, que já declarou que será candidato ao Senado em 2022, e ambos prometem ser a “renovação” na política.


