
Após o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), ter dito que o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello “mentiu e mentiu muito“ durante depoimento ao colegiado, na quarta-feira (19), agora ele foi acusado de enrolação pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), no segundo dia de depoimento à CPI da Covid. Ontem os trabalhos foram suspensos porque Pazuello passou mal durante intervalo da reunião.
Omar Aziz já havia alertado Pazuello no depoimento de ontem sobre as possíveis consequências de contar mentiras à Comissão. “Eu quero aqui alertá-lo, o senhor está protegido por um habeas corpus, que lhe protege para que vossa excelência não se incrimine… Faltar com a verdade aqui vai dar consequências muito grandes porque nós não iremos parar enquanto não acharmos a verdade”, disse o presidente da CPI.
Ainda durante o depoimento de ontem, o presidente da comissão também criticou o pedido de habeas corpus feito pelo ex-ministro ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Até outro dia queriam atear fogo no Supremo. Agora estão atrás do Supremo pedindo auxílio para que possa chegar aqui e ficar calado”, criticou o senador e presidente da Comissão.
Ao ser questionado sobre a sua atuação como ministro da Saúde, durante a crise de oxigênio no Amazonas em janeiro deste ano, Pazuello afirmou que cumpriu sua missão, e ainda usou seus minutos de resposta para se vangloriar o que causou revolta ao presidente da comissão que afirmou que estava em Manaus no momento da crise e que amigos ligavam a todo o momento pedindo ajuda porque estavam sem oxigênio.
“A CPI não vai parar enquanto não acharmos a verdade. E quem resolver, por algum motivo, mentir em suas respostas terá que arcar com consequências grandes. Não teve ‘missão cumprida’, pelo contrário perdemos todas as batalhas até aqui, mas estamos trabalhando incansavelmente dentro da CPI para que possamos mudar essa realidade”, declarou Omar Aziz.


